Festival de Artes de São Cristóvão injeta R$ 5 milhões diários na economia da cidade

Portal de Notícias Foco SE
4 Min Leitura

A 40ª edição do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) chegou ao terceiro dia movimentando cultura e finanças na quarta cidade mais antiga do país. De acordo com a organização, o evento gera, em média, R$ 5 milhões por dia, impulsionando comércio, hospedagem, transporte e serviços diversos.

Artistas e ambulantes ocupam o Centro Histórico

Enquanto 113 artistas se apresentam nas praças São Francisco, Matriz, Bandeira e Carmo, 124 vendedores ambulantes ocupam pontos estratégicos vendendo alimentos, bebidas e artesanato. Entre eles, a vendedora de churros Silvania Alves estreou no festival este ano e elogiou a estrutura: “A festa está linda, bem organizada, e quem passa conhece o nosso trabalho entre um show e outro”.

Comércio local refaz estruturas para atender demanda

Meses antes do início do Fasc, comerciantes já ajustam rotinas. No Educafé, cantina de escola transformada especialmente para o evento, a gerente Walleria Macario conta que a equipe saltou de três para 15 pessoas. “Investimos em pessoal e insumos, comprando produtos da comunidade e dos povoados vizinhos”, relatou.

Artesanato e gastronomia em alta

Na Sala dos Saberes e Fazeres, artesãos registram crescimento nas vendas. Aos 73 anos, Dona Fátima, presente desde a criação do espaço, expõe tererês, brincos, colares e peças em palha indígena. “Se a festa é boa, melhora para o artesanato, gastronomia e quem vive da arte”, disse.

O aumento de visitantes também aquece o setor gastronômico tradicional. Vera Maria Gomes, há 15 anos à frente da loja de bricelets, afirmou que o festival é decisivo para o faturamento anual. “Sempre dizemos que o Fasc é o nosso 13º salário”, destacou.

Hospedagem e aluguel temporário em alta

Hospedarias, bares, restaurantes e comércio em geral relatam crescimento na procura. Para o empresário Alisson Rocha, que aluga imóveis na cidade, o fluxo turístico é expressivo: “A procura é grande durante toda a semana, sempre perguntam por casas para alugar. Esta edição está histórica”, afirmou.

Impacto além das fronteiras municipais

O secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de Sergipe, Josenito Oliveira, pontuou que o alcance do festival ultrapassa São Cristóvão. Segundo ele, o Fasc movimenta hotelarias que recebem artistas, empresas de transporte e trabalhadores que comercializam produtos diversos, gerando empregos temporários e renda na cadeia criativa.

Trajetória e realização do festival

Realizado desde a década de 1970, o Fasc retornou ao calendário cultural em 2017 após pausa em 2005, mantendo-se como um dos maiores encontros artísticos do Nordeste. Com palcos distribuídos pelo Centro Histórico e bairros, o evento integra música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e outras expressões.

A programação é apresentada pelo Ministério da Cultura, com realização da Prefeitura de São Cristóvão, Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa), além do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e do Governo Federal. O festival conta com patrocínio de Celi, Banco do Nordeste, Iguá Sergipe, Ecoparque Sergipe e Caixa, e apoio de SE Sistema Engenharia, Colortex Tintas, Unir Locações e Serviços e Vitória Transportes.

Fonte: Governo de Sergipe

Compartilhe essa Notícia
Conta institucional do Foco SE. Assina as matérias produzidas ou editadas pela equipe do portal, quando não há assinatura individual. Correções, complementações e pedidos de direito de resposta podem ser enviados para contato@focose.com.br e são publicados com o mesmo destaque da matéria original, nos termos da Lei nº 13.188/2015.