Ferrari leva “asa Macarena” a Xangai enquanto Leclerc e Hamilton avaliam chances no GP da China

Rafael Ramos
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A Ferrari chega ao Grande Prêmio da China de Fórmula 1 embalada pela expectativa de reduzir a diferença para a Mercedes, que conquistou a dobradinha na etapa anterior, na Austrália. Em Xangai, a equipe italiana estreará uma nova configuração de aerodinâmica traseira, apelidada internamente de “asa Macarena”, tentativa mais recente de ganhar eficiência em trechos de alta velocidade sem sacrificar a velocidade de curva.

No paddock, o otimismo de Maranello é acompanhado de cautela. Charles Leclerc destacou que, embora o pacote represente uma evolução em relação ao carro utilizado em Melbourne, ainda é cedo para projetar um resultado superior ao dos adversários alemães. O monegasco explicou que o time concentrou os trabalhos de fábrica na compreensão do comportamento do SF90 nas mudanças rápidas de direção, aspecto que limitou a performance na abertura da temporada.

“Sabemos que demos um passo, mas também sabemos que a Mercedes costuma crescer nas corridas onde a aderência mecânica é decisiva”, resumiu Leclerc, mantendo o discurso de “pés no chão” mesmo diante da melhoria esperada no conjunto vermelho.

Do outro lado da disputa, Lewis Hamilton reconheceu que a longa reta de Xangai pode devolver competitividade à Ferrari, mas reforçou que as Flechas de Prata permanecem focadas em explorar o equilíbrio do W10 em qualquer condição. “Nosso carro respondeu bem na Austrália e ainda há margem para ajustes finos. Se conseguirmos colocar tudo na janela certa novamente, devemos brigar pelo topo”, afirmou o britânico, evitando cravar favoritismo.

A análise do hexacampeão também passa pela leitura de que a “asa Macarena” deve oferecer maior estabilidade no final dos trechos de aceleração plena, algo que pode fazer diferença na aproximação para a curva 14, um dos pontos clássicos de ultrapassagem no traçado chinês. Segundo Hamilton, a forma como Ferrari e Mercedes gerenciarem a união entre eficiência aerodinâmica e consumo de pneus ditará o ritmo de prova no domingo.

Além das atenções voltadas ao novo componente, a Scuderia trabalhará na correção dos problemas de aquecimento dos pneus dianteiros verificados em Melbourne. Técnicos italianos admitem que o asfalto menos abrasivo do circuito de Xangai pode aliviar parte da dificuldade, mas insistem que a meta primordial é entregar a cada volta um carro previsível para Leclerc.

Embora o otimismo exista dos dois lados, a sensação geral no grid é de que o confronto direto entre Ferrari e Mercedes tende a ficar ainda mais apertado na terceira corrida do campeonato. Caso a novidade aerodinâmica ofereça o ganho estimado pelo departamento técnico de Maranello, o público chinês poderá testemunhar a primeira disputa roda a roda entre Leclerc e Hamilton em 2020.

O Grande Prêmio da China está marcado para domingo, no Circuito Internacional de Xangai, com a sessão de classificação ocorrendo no sábado. Até lá, todas as atenções estarão voltadas aos treinos livres de sexta-feira, momento em que a eficácia real da “asa Macarena” será, enfim, colocada à prova.





Com informações de Motorsport.uol

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.