Fundação encerrou participação no Sergipe Oil & Gas 2026 com novas articulações para aproximar a UFS do mercado. A meta é impulsionar pesquisa, inovação e desenvolvimento no estado.
A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) encerrou sua participação no Sergipe Oil & Gas (SOG) 2026, marcando uma nova fase em sua atuação institucional. O evento, que é o principal encontro da indústria de petróleo e gás em Sergipe, foi uma oportunidade para a Fapese ampliar parcerias estratégicas, aproximar a Universidade Federal de Sergipe (UFS) do mercado e fortalecer a pesquisa como um instrumento vital para o desenvolvimento econômico e tecnológico do estado.
Como a primeira fundação de apoio à pesquisa e extensão do Brasil a patrocinar o evento, a Fapese teve um estande institucional que funcionou durante os três dias de programação. O espaço reuniu pesquisadores, estudantes, empresas e gestores públicos com um objetivo comum: transformar o conhecimento científico em soluções práticas para as necessidades da indústria.
A Fapese apresentou sua experiência na gestão de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de programas socioambientais e serviços especializados. A fundação promoveu encontros com CEOs, investidores e representantes de empresas nacionais e internacionais, participou de painéis técnicos e organizou reuniões estratégicas, colocando a universidade no centro das discussões sobre o futuro do setor.
“Esses três dias mostraram que a Fapese pode ser ainda mais presente na vida dos pesquisadores e professores, criando espaços de interlocução e diálogo com as empresas do setor”, disse a presidente da Fapese, Maíra Bittencourt.
A presidente destacou que os resultados vão além das oportunidades de negócios. Ela ressaltou que o contato com organizações do Brasil e do mundo pode trazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, contribuindo para o crescimento de Sergipe.
“Quando aproximamos as empresas da universidade, trazemos também as demandas do mercado global. Isso faz com que nossas pesquisas avancem alinhadas às necessidades do setor”, completou Maíra Bittencourt.
Durante o evento, houve uma reunião entre representantes da UFS, da Fapese e da multinacional SBM Offshore, que fortaleceu o diálogo para futuras colaborações em pesquisa e inovação. Além disso, a presidente participou de um painel técnico que discutiu ciência, inovação e desenvolvimento no setor de petróleo e gás.
Na programação final do evento, a Fapese recebeu representantes de 12 empresas do segmento em uma visita institucional à sede do Núcleo de Petróleo e Gás (Nupeg/UFS), apresentando a capacidade de gerenciamento da fundação e os laboratórios da UFS.
“Esse patrocínio foi um investimento estratégico que gera retorno institucional e amplia nossa visibilidade”, afirmou o diretor de Projetos da Fapese, Pábulo Henrique.
A participação da universidade no estande da Fapese também destacou as pesquisas em Sergipe, proporcionando a pesquisadores e estudantes a chance de apresentar seus projetos diretamente às empresas. Essa interação fortalece a cadeia de inovação e cria oportunidades para novos projetos e parcerias futuras.
Outro ponto importante foi o fortalecimento da relação entre a universidade, os municípios sergipanos e a cadeia produtiva do petróleo e gás. A professora do Departamento de Engenharia de Petróleo da UFS, Rosivânia Paixão, enfatizou que o evento possibilitou articulações que devem gerar impactos nos próximos anos.
“São conexões que nasceram aqui e que agora começam a se transformar em projetos”, afirmou a professora.
Com a conclusão do Sergipe Oil & Gas 2026, a Fapese encerra sua participação com um saldo positivo, que vai além da presença institucional, consolidando-se como um agente ativo na promoção de inovações e parcerias no setor de petróleo e gás.
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