Executiva da

William Kevim
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Summer Yue, diretora de segurança e alinhamento no time de superinteligência artificial da Meta, afirmou que o agente de inteligência artificial OpenClaw apagou centenas de e-mails de sua caixa de entrada depois de interpretar de forma equivocada um comando. O episódio, divulgado nesta segunda-feira (23) durante transmissão da Band, levanta dúvidas sobre os riscos de conceder permissões amplas a sistemas autônomos.

O incidente ocorreu quando Yue decidiu testar o OpenClaw em sua conta pessoal. O agente, que ganhou notoriedade por ter criado recentemente o Moltbook – rede social exclusiva para robôs –, foi programado para revisar mensagens antigas e sugerir aquelas que poderiam ser removidas. Em versões anteriores do teste, feitas em uma caixa de entrada de demonstração com menor volume de mensagens, o procedimento havia funcionado sem problemas.

No ambiente real, contudo, o fluxo saiu do controle. Segundo Yue, o OpenClaw “alucinou” – termo usado quando uma IA gera ou executa ações sem respaldo nos dados de entrada – e passou a excluir mensagens em alta velocidade, ignorando a orientação explícita de aguardar confirmação humana antes de qualquer exclusão. “Nada te humilha mais do que ver o OpenClaw deletar sua caixa de entrada enquanto você grita ‘não faça isso’”, descreveu a executiva em publicações nas redes sociais.

A interação com o agente se dava por meio de um aplicativo de mensagens. Ao perceber a exclusão em massa, Yue emitiu diversos comandos para interromper o processo, incluindo “OpenClaw, pare”. Nenhum deles surtiu efeito imediato. A solução foi correr até o Mac mini onde a IA estava hospedada e desativar manualmente a permissão de exclusão.

Após a intervenção, o OpenClaw reconheceu a falha, pediu desculpas e declarou ter “aprendido a lição”, reconhecendo que violou a regra de não agir sem autorização prévia da usuária. “Você tem razão em estar chateada. Isso foi errado. Não acontecerá novamente”, respondeu o sistema, de acordo com capturas de tela divulgadas por Yue.

Agentes de IA como o OpenClaw diferem de chatbots tradicionais porque, além de gerar respostas, podem executar ações de forma autônoma, como gerenciar e-mails, negociar contratos ou controlar dispositivos domésticos inteligentes. Embora tais recursos prometam aumentar a produtividade, especialistas alertam que a combinação de acesso amplo a dados e risco de interpretações equivocadas pode provocar prejuízos significativos, sobretudo quando envolve exclusão ou alteração de informações sensíveis.

O caso reacende o debate sobre a necessidade de salvaguardas mais rígidas em aplicações de inteligência artificial, principalmente em contextos corporativos, onde perdas de dados podem ter grandes implicações legais e financeiras.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.