A morte do norte-americano Alex Pretti, de 37 anos, baleado no sábado (24) durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, intensificou críticas ao presidente Donald Trump tanto entre oposicionistas quanto dentro do próprio Partido Republicano.
Bill Clinton, que ocupou a Casa Branca entre 1993 e 2001, classificou os episódios recentes em Minnesota como “cenas horrorosas”. O ex-presidente destacou que agentes federais teriam prendido manifestantes pacíficos, usado gás contra a população e, em casos extremos, provocado as mortes de Renee Good e do próprio Pretti. “Estamos diante de algo inaceitável que deveria ter sido evitado. O governo mente quando pede que não acreditemos no que vimos”, afirmou, conclamando a sociedade a “tomar posição” em defesa da democracia.
Também ex-presidente, Barack Obama divulgou nota conjunta com a ex-primeira-dama Michelle. Para eles, o assassinato de Pretti representa “uma tragédia gigantesca” e um alerta sobre a ameaça aos valores nacionais. Obama reconheceu o trabalho difícil de agentes da imigração, mas defendeu que a atuação seja “responsável e dentro da lei”, em colaboração com as forças locais. Ele pediu que a administração Trump reveja procedimentos e coopere com o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey.
Alexandria Ocasio-Cortez, deputada democrata, acusou o governo de “defender o assassinato de cidadãos comuns” que exerciam direitos constitucionais. Em mensagem nas redes sociais, lembrou que Renee Good, mãe de uma criança de seis anos, e agora Pretti, enfermeiro que atendia veteranos, foram mortos “à queima-roupa”. Segundo a congressista, “as pessoas não vão esquecer”.
Republicanos cobram apuração
A reação extrapolou as fronteiras democratas. O senador republicano Bill Cassidy considerou os acontecimentos “incrivelmente perturbadores” e sustentou que a credibilidade tanto do ICE quanto do Departamento de Segurança Interna está em jogo. Ele exigiu investigação conjunta dos governos federal e estadual para que “a verdade chegue ao povo americano”.
Pelo Alasca, a senadora Lisa Murkowski mostrou preocupação com “a tragédia e o caos” registrados em Minneapolis. Para ela, o disparo fatal contra um cidadão que portava uma arma legal não se justifica, sobretudo porque vídeos indicariam que Pretti já estava desarmado. Murkowski defendeu investigação independente e audiências no Congresso, reforçando que agentes de imigração “não possuem carta branca” para atuar.
As críticas surgem em meio a protestos que se espalham por Minneapolis desde o fim de semana. Manifestantes pedem responsabilização dos agentes envolvidos e revisão da política migratória do governo Trump. Até o momento, a Casa Branca não respondeu publicamente às declarações de ex-presidentes, congressistas e senadores.
Com informações de Agência Brasil
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