Um ex-agente da Polícia Federal foi preso na última quinta-feira, 12, em Aracaju, para iniciar o cumprimento de pena imposta pela Justiça de Sergipe por extorsão majorada. A detenção foi efetuada em operação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Civil do Estado.
O mandado de prisão definitiva foi expedido pela 2ª Vara Criminal de Aracaju, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Segundo o processo, o ex-servidor aproveitou-se do cargo público para extorquir vítimas na capital sergipana, prática considerada agravada por envolver agente policial em serviço.
Prisão e encaminhamento
Após ser localizado pelos policiais, o condenado foi levado inicialmente à Central de Flagrantes, onde ocorreu o registro formal da captura. Na sequência, ele foi transferido para uma unidade de custódia do sistema prisional estadual, permanecendo à disposição do Poder Judiciário para o início da execução da pena estabelecida.
Trajetória do caso
As investigações tiveram início ainda enquanto o agora ex-agente integrava o quadro da Polícia Federal. A própria corporação abriu inquérito policial para apurar as denúncias de extorsão e, posteriormente, enviou o resultado à Justiça Estadual, responsável pelo julgamento dos crimes cometidos.
Paralelamente à investigação criminal, a Polícia Federal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento administrativo concluiu pela demissão do servidor, medida efetivada em 2020. Dessa forma, ele deixou definitivamente a carreira policial antes mesmo de a esfera judicial concluir o processo.
Condenação transitada em julgado
Com o término das fases de recurso, a sentença condenatória tornou-se definitiva — situação conhecida como trânsito em julgado. Somente após esse marco processual foi possível à Justiça expedir o mandado de prisão para execução da pena. A operação realizada na quinta-feira encerrou a etapa judicial e marcou o início do período em que o réu cumprirá a condenação imposta pelos crimes de extorsão praticados em Aracaju.
Não foram divulgados, até o momento, detalhes sobre a duração da pena nem sobre a unidade prisional onde o condenado permanecerá recolhido. A Polícia Federal informou apenas que todas as providências cabíveis foram adotadas tão logo o mandado chegou aos órgãos responsáveis, garantindo o cumprimento da ordem judicial.
Com informações de Infonet
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