Os Estados Unidos cancelaram, nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, os vistos da esposa do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da filha do casal, de 10 anos. O próprio ministro não foi atingido pela decisão porque seu visto venceu em 2024.
A medida ocorre na mesma semana em que o Departamento de Estado norte-americano revogou os vistos de dois servidores brasileiros relacionados ao programa Mais Médicos: Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
Em comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os dois servidores teriam participado de um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.
Histórico do programa
Alexandre Padilha chefiava o Ministério da Saúde quando o Mais Médicos foi criado, em 2013, no governo da então presidente Dilma Rousseff. O programa levou médicos a regiões de difícil acesso e contou, entre 2013 e 2018, com profissionais cubanos, mediante cooperação firmada com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Os Estados Unidos mantêm, há mais de seis décadas, embargo econômico contra Cuba. Desde o início de seu segundo mandato, o ex-presidente Donald Trump passou a pressionar países que contratam médicos cubanos, uma das principais fontes de receita da ilha. Segundo o Ministério da Saúde de Cuba, 605 mil profissionais já atuaram em 165 nações, entre elas Portugal, Ucrânia, Rússia, Espanha, Argélia e Chile.
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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
No Brasil, o programa foi rebatizado para Médicos pelo Brasil durante o governo Jair Bolsonaro, que encerrou o acordo com a Opas. Em 2013, a iniciativa foi novamente reformulada e ampliada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, retomando o nome Mais Médicos e priorizando profissionais brasileiros, além de abrir vagas para outras áreas da saúde, como odontologia, enfermagem e assistência social.
Após a imposição das sanções, Padilha declarou que o Mais Médicos “sobreviverá a ataques injustificáveis de quem quer que seja”.
Com informações de Agência Brasil
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