Esporte universitário destaca papel como instrumento de paz em meio a conflitos

Rafael Ramos
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Em Aracaju, durante os Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol), Luciano Cabral, primeiro vice‑presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fisu), afirmou que o esporte universitário atua como ferramenta de diplomacia e intercâmbio cultural em um contexto de tensões geopolíticas.

Segundo Cabral, o ambiente acadêmico favorece o encontro entre estudantes-atletas interessados em aprender sobre modalidades, profissões e histórias regionais, promovendo diálogo entre participantes de diferentes origens. “Os participantes são estudantes com sede de conhecimento”, ressaltou, ao apontar que essa troca contribui para a convivência pacífica entre atletas, inclusive daqueles provenientes de países em conflito.

O dirigente destacou também o desafio de preservar um calendário internacional robusto diante das crises globais. A Fisu tem 32 mundiais planejados, dos quais cinco ocorreriam em áreas consideradas delicadas. A organização busca garantir a participação ampla para demonstrar que a conexão entre nações é possível por meio do esporte.

Na entrevista, Cabral citou exemplos históricos de como o esporte pode servir à diplomacia, lembrando que “Pelé interrompeu uma guerra” como ilustração do papel pacificador do esporte. Ele afirmou que a experiência nos eventos universitários tende a inspirar jovens a se tornarem futuros líderes comprometidos com esses valores.

Sobre os Jogos Mundiais Universitários de 2027, marcados para Chungcheong, na Coreia do Sul, Cabral avaliou que a edição tem potencial para recolocar o evento como o segundo maior do calendário esportivo mundial. Segundo ele, a Vila Olímpica, os estádios e os ginásios já estão prontos e impressionam, chegando a rivalizar com a infraestrutura prevista para as Olimpíadas de Los Angeles 2028. A expectativa é receber mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes na vila.

O vice‑presidente da Fisu afirmou que o esporte continua sendo um instrumento de paz contínuo e que, apesar das dificuldades, há oportunidades para promover convivência e intercâmbio entre estudantes de diferentes religiões e posicionamentos políticos.

Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju a convite da CBDU.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.