Entenda como meta vai demitir 8 mil funcionários em meio a gastos com ia, diz agência

William Kevim
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Meta comunicou internamente nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, que promoverá a demissão de 8 mil empregados, cerca de 10% de seu quadro de trabalhadores, e encerrará outras 6 mil posições que estavam abertas, segundo apuração da agência France Presse (AFP) junto a uma fonte próxima ao caso.

A decisão foi apresentada em uma nota interna da diretora de recursos humanos, Janelle Gale, que colocou a medida como parte de um processo para tornar a gestão da empresa mais eficiente e para compensar os elevados investimentos do grupo, envolvido na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A sede da Meta fica em Menlo Park, Califórnia.

De acordo com documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), o número de funcionários da Meta ao final de dezembro era de 78.865. A companhia já havia promovido grandes rodadas de cortes nos anos anteriores: em 2022 foram 11 mil postos suprimidos e, em março de 2023, outros 10 mil cortes.

Entre o fim de 2023 e o fim de 2025, o quadro de funcionários da empresa chegou a crescer em mais de 11 mil pessoas, conforme os registros citados pela AFP.

Embora a nota interna não tenha apontado explicitamente a IA como causa direta das demissões desta quinta-feira, o diretor-executivo Mark Zuckerberg vinha relacionando a adoção da tecnologia a ganhos de eficiência. Em declaração no fim de janeiro, ele afirmou que projetos que antes demandavam grandes equipes passaram a ser realizados por profissionais mais especializados e em menor número.

Paralelamente às reduções de pessoal, a Meta planeja investimentos expressivos em infraestrutura para inteligência artificial. Para 2026, a empresa estimou aportes entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (aproximadamente R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), destinados principalmente à aquisição de chips e à expansão de centros de dados. No fim de fevereiro, a companhia anunciou um acordo com a fabricante AMD para a compra de milhões de chips por, no mínimo, US$ 60 bilhões (cerca de R$ 297 bilhões).

As informações divulgadas pela AFP foram a base para a contabilização dos números e declarações citadas pela companhia.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.