Durigan atribui alta da dívida pública aos juros e rebate gastos

Robson Alves
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O secretário-executivo da Fazenda disse que a rolagem de títulos antigos eleva o custo da dívida. Em entrevista à GloboNews, afirmou que fatores além do fiscal pressionam os juros.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o aumento da dívida brasileira não se deve ao crescimento dos gastos públicos, mas sim à alta dos juros praticados no país. Em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6), ele esclareceu que essa situação ocorre devido à necessidade do governo de pagar dívidas antigas com novos títulos, o que resulta em um aumento dos juros a serem pagos.

Durigan destacou que, embora exista uma relação entre a questão fiscal e os juros, outros fatores também influenciam as altas taxas de juros no Brasil. Ele foi questionado sobre se os gastos governamentais contribuem para o cenário de juros elevados e garantiu que “o governo não está gastando mais do que arrecada”.

“O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”, complementou.

Recentemente, o Tesouro Nacional divulgou dados que mostram que a emissão significativa de títulos atrelados à Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho, ultrapassando os R$ 9,2 trilhões.

O ministro reiterou que os juros elevados são a principal razão por trás do aumento do endividamento público. Ele também mencionou que o governo continuará trabalhando para melhorar o resultado fiscal do país.

“Claro que vamos continuar atuando para melhorar o resultado fiscal do país”, afirmou ao destacar que, do ponto de vista econômico, o Brasil está em uma boa situação, “com o melhor resultado de inflação da história” e com as agências internacionais de risco aprimorando cada vez mais suas avaliações sobre o país.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.