A duplicação da BR-101 entre Sergipe, Alagoas e Bahia completa 28 anos sem conclusão, apesar de sucessivas promessas de diferentes governos federais e estaduais desde 1997.
Início e primeira promessa
A obra foi anunciada em junho de 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso. À época, o então ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, garantiu que todos os trechos duplicados estariam prontos em junho de 2000.
Avanços pontuais e novos prazos
Em 1998 começaram os trabalhos em Sergipe. No entanto, somente em 2009 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou, ao lado do governador Marcelo Déda, a duplicação de 53 quilômetros entre Estância e o limite com a Bahia, além da continuidade do trecho já iniciado. Na ocasião, Lula estimou a conclusão para julho de 2010.
Obra incluída no PAC e cobranças
Em 2005, a duplicação entrou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mesmo assim, em março de 2012, no governo Dilma Rousseff, os ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Paulo Sérgio Passos (Transportes) visitaram os canteiros para cobrar agilidade dos consórcios responsáveis.
DNIT reassume e novo adiamento
Em maio de 2013, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) retomou o gerenciamento dos trechos que estavam sob responsabilidade do 4º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército. O órgão anunciava que toda a duplicação em Sergipe ficaria pronta em 2014. Naquele momento, 129 dos 206 quilômetros da rodovia no estado estavam concluídos ou em obras, com investimento de R$ 1 bilhão, incluindo 45 pontes, nove viadutos e três passagens inferiores.
Retomadas sucessivas
Em fevereiro de 2017, o governador Jackson Barreto, o presidente Michel Temer e o ministro Maurício Quintella assinaram nova ordem de serviço. Um ano depois, o governo federal reiniciou o Lote 1, do km 0 (Propriá) ao km 40 (Capela/Japaratuba).
Em novembro de 2018, já no governo Belivaldo Chagas, o ministro Valter Casimiro inaugurou 16 km entre Propriá e Malhada dos Bois e previu concluir o Lote 1 até dezembro de 2019.
Intervenção judicial e novas promessas
Em abril de 2019, a Justiça Federal determinou que o DNIT concluísse a duplicação, após ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. Ainda em 2019, o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que a obra era prioridade e que mais 25 km seriam entregues, além do encabeçamento da ponte sobre o Rio São Francisco. As intervenções não avançaram.
Situação atual
Restam cerca de 10 km em Carmópolis e outros 6 km em Maruim, até Laranjeiras, além do trecho Estância–divisa com Bahia, que nunca saiu do papel. A ponte paralela ao rio Sergipe, em Pedra Branca, está pronta há cerca de uma década, mas sem cabeceiras e fora de uso.
Último anúncio
Em fevereiro de 2023, o presidente Lula visitou Maruim para anunciar a retomada dos serviços com recursos liberados pela PEC da Transição. Posteriormente, o ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho, projetou para 2025 a continuidade das obras, a licitação do trecho sul da BR-101 em Sergipe e a elaboração do projeto de duplicação da BR-235 entre Aracaju e Itabaiana.
Enquanto isso, a duplicação permanece concluída apenas nos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, e a população sergipana aguarda a liberação total dos 206 km dentro do estado.
Fonte: Infonet
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