Diretor-geral da PF pede 38% mais verba e defende dobrar efetivo em CPI do Senado

Rafael Ramos
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Brasília – O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, solicitou nesta terça-feira (18) que o Congresso Nacional aprove um aumento de 38% no orçamento da corporação para 2026, elevando o montante de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,5 bilhões. O pedido foi feito durante a primeira sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado.

Reforço financeiro

Segundo Rodrigues, o incremento de recursos permitirá ampliar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), grupos que reúnem PF e polícias estaduais para enfrentar facções, milícias e outras organizações criminosas.

Dobra do efetivo

O chefe da PF avalia que o quadro atual, de cerca de 13 mil policiais – dos quais 2 mil são servidores administrativos –, é insuficiente. Ele defendeu a ampliação para aproximadamente 30 mil agentes, o dobro do limite legal de 15 mil previsto hoje. Mais 2 mil aprovados em concurso realizado em julho iniciarão formação no próximo ano.

Críticas ao PL Antifacção

Rodrigues criticou o substitutivo do Projeto de Lei Antifacção, em análise na Câmara dos Deputados, por prever retirada de recursos de fundos federais, como o Funapol e o Fundo Nacional de Segurança Pública. Para ele, a medida criaria conflito com normas vigentes e poderia gerar nulidades processuais.

Descapitalização das facções

Em resposta ao relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o diretor-geral afirmou que a prioridade é enfraquecer o poder econômico dos grupos criminosos. Os valores apreendidos pela PF, informou, subiram de R$ 1 bilhão em 2022 para R$ 3 bilhões em 2023 e R$ 6,4 bilhões em 2024. A expectativa é alcançar R$ 9 bilhões em 2025, montante que inclui bens como imóveis, veículos, aeronaves e embarcações.

A operação Carbono Oculto, contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), respondeu por quase R$ 4 bilhões desse total em 2024.

Integração e economia digital

Rodrigues destacou a atuação conjunta com forças estaduais por meio das FICCOs e apoiou a proposta de Emenda Constitucional (PEC da Segurança) que amplia a coordenação da União na área. Ele alertou ainda que a digitalização da economia, com uso de fintechs e criptomoedas, dificulta o rastreamento de recursos ilícitos, exigindo atualização tecnológica do Estado.

A CPI do Crime Organizado foi instaurada após operação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou na morte de 121 pessoas. Estão previstos depoimentos de ministros, governadores, especialistas e agentes de segurança pública.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.