Estimativa da Fecomércio aponta alta de 3% nas vendas em 2026. Melhora na renda e no emprego sustenta avanço, mas dívidas das famílias e crédito restrito freiam maior crescimento.
O comércio varejista de Sergipe deve movimentar aproximadamente R$ 75 milhões no Dia dos Pais de 2026, o que representa um crescimento estimado de 3% em relação ao ano anterior. Essa projeção é do Núcleo de Comunicação e Inteligência do Sistema Fecomércio, que se baseou em dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Esse resultado positivo reflete a melhoria no mercado de trabalho e o aumento da renda das famílias sergipanas. No entanto, o nível de endividamento e as restrições ao crédito ainda limitam uma expansão mais robusta das vendas.
A análise realizada destaca que a redução do desemprego e o avanço do rendimento médio têm contribuído para o aumento da confiança do consumidor, o que estimula as compras para esta data especial. Apesar disso, a tendência é que os consumidores adotem um comportamento cauteloso, priorizando a pesquisa de preços, promoções e pagamentos à vista.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, alguns segmentos do varejo devem concentrar a maior parte das vendas. “Os segmentos de vestuário, calçados, perfumaria e cosméticos, eletrodomésticos, eletrônicos e utilidades domésticas devem concentrar a maior parte das vendas. Também é esperada uma maior movimentação em supermercados, lojas de departamento e no comércio de rua, impactando positivamente serviços como alimentação, transporte e logística”, afirmou.
A inflação em produtos como perfumes e equipamentos de informática pode pressionar o valor médio das compras, enquanto a redução de preços em itens como televisores e aparelhos de som deve estimular o consumo, especialmente através de ações promocionais.
Para o setor empresarial, recomenda-se a adoção de estratégias de precificação, ampliação das condições de pagamento, ajustes nos estoques e fortalecimento dos canais digitais.
A projeção indica que a manutenção do consumo das famílias continuará sendo um dos principais vetores da atividade econômica em Sergipe no segundo semestre.
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