No Dia do Feirante, celebrado nesta terça-feira, 25, a Prefeitura de Aracaju destaca trabalhadores que mantêm as feiras livres como espaços de abastecimento, renda e convivência.
Antes mesmo de o dia amanhecer, enquanto boa parte da cidade ainda dorme, muitos feirantes já estão de pé. É hora de organizar os produtos, preparar as bancas e deixar tudo pronto para receber os primeiros clientes.
Nesta terça-feira, 25, Dia do Feirante, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), destaca a importância desses trabalhadores, que fazem das feiras livres espaços de abastecimento, geração de renda, tradição e convivência.
Por trás de cada banca há histórias construídas ao longo de anos e, muitas vezes, transmitidas de geração em geração. São homens e mulheres que encontraram na feira o sustento de suas famílias e fizeram dela parte de suas vidas.
Entre eles está Israel de Jesus Santos, que carrega uma relação com a atividade iniciada ainda na infância. “Meu pai sempre foi feirante e, desde pequeno, eu já vivia em cima das bancas. Sou de Nossa Senhora da Glória e, com cinco ou seis anos, acompanhava meu pai para todo canto. Fui aprendendo com ele. Cheguei a trabalhar de carteira assinada, mas nunca deixei a feira livre. Hoje, já são cerca de 40 anos como feirante”, relembra Israel.
Depois de quatro décadas de trabalho, ele resume a profissão a partir daquilo que ela proporcionou à sua família e da relação construída diariamente com quem frequenta as feiras. Para Israel, a valorização do feirante passa também pelo reconhecimento da importância desse trabalhador para o cotidiano da população.
“O feirante tem que ser valorizado como qualquer outro trabalhador. É daqui que a gente leva o pão para dentro de casa e é na feira que muitas pessoas vêm buscar seus alimentos. A gente tem que agradecer por cada cliente que aparece e começar o dia pensando positivo, acreditando que vai dar tudo certo”, afirma.
A rotina de quem vive da feira começa horas antes de os corredores ganharem movimento. Para a feirante Denia Robert Corumba, o Dia do Feirante também representa a oportunidade de lembrar o esforço que nem sempre é percebido por quem chega e encontra as bancas prontas.
“É um dia de luta, de resistência e de muitas conquistas. Tem pessoas com 30, 40 anos de feira livre que, com muito sacrifício, conseguiram sua casa, seu carro e, principalmente, o sustento da família. Não é fácil acordar uma e meia, duas e meia da manhã, chegar, organizar toda a banca e deixar tudo pronto. Quando o cliente chega, encontra tudo bonito e arrumado, mas existe muito trabalho por trás disso”, destaca Denia.
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