Deputados de Sergipe aprovam projeto Antifacção e apoio a decreto que restringe acesso ao aborto legal

Rafael Ramos
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Seis dos oito deputados federais de Sergipe votaram favoravelmente à sexta versão do projeto de lei conhecido como Antifacção, batizado na Câmara de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. A proposta, relatada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), foi aprovada na Câmara dos Deputados e segue agora para análise do Senado, onde o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) assumiu a relatoria.

Além de apoiar o texto que cria o crime de Domínio Social Estruturado — com penas previstas de 20 a 40 anos para integrantes de organizações criminosas consideradas ultraviolentas, milícias ou grupos paramilitares — a mesma bancada sergipana já havia votado, em 5 de novembro, pelo Projeto de Decreto Legislativo que suspende uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A resolução garante informação sobre a possibilidade de aborto legal para meninas grávidas em decorrência de estupro.

Como votou a bancada sergipana

Nos dois temas, os votos coincidiram:

  • Delegada Catarina (PSD)
  • Gustinho Ribeiro (Republicanos)
  • Ícaro de Valmir (PL)
  • Rodrigo Valadares (União Brasil)
  • Thiago de Joaldo (PP)
  • Yandra Moura (União Brasil)

Todos foram favoráveis tanto ao projeto Antifacção quanto ao decreto que restringe o acesso a informações sobre aborto legal. O deputado João Daniel (PT) votou contra ambas as propostas. Fábio Reis (PSD) não registrou voto em nenhuma das duas deliberações.

Tramitação no Senado

No Senado, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), e o relator Alessandro Vieira anunciaram que ouvirão representantes da Polícia Federal, Ministério Público, polícias civis e demais órgãos de segurança antes de eventuais mudanças no texto.

Vieira declarou à Agência Brasil que não aceitará qualquer redução de recursos destinados à Polícia Federal. A preocupação foi levantada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que avalia que o projeto pode limitar o financiamento de investigações contra lavagem de dinheiro e crime organizado.

Origem da proposta

O texto inicial partiu do Ministério da Justiça e Segurança Pública, então comandado por Ricardo Lewandowski, com o objetivo de modernizar o combate às facções. Ao chegar à Câmara, a matéria foi relatada por Guilherme Derrite, atual secretário de Segurança Pública de São Paulo.

A versão aprovada retirou dispositivos que previam o afastamento da Polícia Federal de investigações e a equiparação de tráfico de drogas ao terrorismo, mas manteve artigos questionados por entidades de segurança pública.

Fonte: Infonet

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.