Demanda por especialistas em cibersegurança cresce com avanço da inteligência artificial

Claudio Vasconcelos
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A expansão da inteligência artificial (IA) no setor de tecnologia está gerando uma crescente demanda por profissionais especializados em cibersegurança. Este aumento se deve à necessidade de executivos e engenheiros capacitados para lidar com falhas, ataques e a proteção de dados. Empresas de recrutamento têm observado um salto nas contratações, impulsionado pelo desenvolvimento de modelos de IA que se concentram na programação e na identificação de vulnerabilidades em softwares.

De acordo com executivos do setor, a procura por especialistas em cibersegurança cresceu significativamente nos últimos meses, especialmente com o surgimento de ferramentas que conseguem gerar código automaticamente e detectar brechas em sistemas críticos. Este fenômeno se dá em um contexto de cortes de empregos em grandes empresas de tecnologia, que estão realocando investimentos para projetos relacionados à IA.

“A quantidade de pedidos para encontrar profissionais com experiência em resposta a incidentes de segurança aumentou muito”, afirma Austin Cowan, headhunter da Heidrick & Struggles.

Cowan destacou que as vagas que costumavam aparecer anualmente agora têm surgido semanalmente, refletindo a incerteza provocada pela corrida em torno da inteligência artificial. A plataforma de empregos Glassdoor revelou um aumento de 11% nas publicações de vagas em cibersegurança no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A demanda crescente está diretamente ligada ao uso de IA para gerar código em larga escala, o que pode introduzir bugs e vulnerabilidades nos sistemas. Recentemente, laboratórios de IA emitiram alertas sobre como modelos novos podem facilitar a exploração dessas falhas por criminosos.

Em abril, a startup Anthropic apresentou o modelo Mythos, descrito como extremamente eficaz na detecção e exploração de falhas em softwares utilizados por redes elétricas e instituições financeiras. Logo depois, a OpenAI anunciou uma tecnologia semelhante, a GPT-5.4-Cyber, embora ambas as inovações tenham sido liberadas apenas para um grupo restrito de parceiros.

Michael Piacente, sócio-gerente da Hitch Partners, ressaltou que a procura por executivos técnicos de segurança aumentou entre cinco e sete vezes desde o segundo semestre do ano passado.

Lea Kissner, chefe de segurança da informação do LinkedIn, também comentou sobre o cenário aquecido do mercado para especialistas em segurança. Ela observou que as empresas estão em busca de profissionais que possuam habilidades técnicas, capacidade de lidar com incertezas e conhecimento de infraestruturas corporativas complexas. Kissner mencionou que a IA tem aumentado a carga de trabalho das equipes de segurança e que levará anos para que o setor encontre formas sustentáveis de proteger sistemas baseados em inteligência artificial.

Além disso, a escassez de profissionais qualificados tem elevado os salários na área. Cowan relatou que pacotes salariais entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões têm se tornado mais comuns para executivos de segurança. Contudo, mesmo com esse crescimento, o setor de tecnologia ainda enfrenta demissões em massa, com empresas como Meta e Amazon cortando milhares de vagas nos últimos meses.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.