CPMI do INSS chama ministros da CGU e AGU e diretor-geral da PF para depor

Rafael Ramos
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (18), convites para ouvir o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques; o advogado-geral da União, Jorge Messias; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Os três órgãos participam da apuração de supostas irregularidades que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

Outros convidados

Na mesma reunião, os parlamentares aprovaram o convite ao ex-advogado-geral da União do governo Jair Bolsonaro, Bruno Bianco, que também foi secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Segundo o requerimento, Bianco é apontado como responsável por validar atos administrativos e mudanças legais que permitiram descontos associativos nos benefícios.

Por acordo entre governistas e oposicionistas, a CPMI também endossou cerca de 170 outros requerimentos para ouvir dirigentes de associações de aposentados, servidores do INSS e empresários citados na investigação.

Prioridades

O presidente da comissão, senador Carlos Vianna (Podemos-ES), destacou o consenso entre as bancadas. “É uma demonstração clara do compromisso desta CPMI em dar resposta ao povo brasileiro”, afirmou. Já a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu que a lista de convocados seja organizada por prioridade, lembrando que há cerca de 40 pessoas chamadas a depor.

A CPMI definiu que a ordem das oitivas será feita conforme a ligação dos nomes com o esquema investigado.

Informações do STF

Foi aprovado ainda requerimento para que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça encaminhe a relação de deputados e senadores mencionados na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal.

Depoimentos em andamento

Para esta quinta-feira, estão previstas as oitivas de seis sócios e familiares de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisoti, apontados como principais operadores do esquema. Eles foram convocados após ausência nas sessões anteriores, amparados por habeas corpus concedido por André Mendonça.

A comissão também ouve o advogado Nelson Willians, proprietário de um dos maiores escritórios de advocacia do país. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que o escritório movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões em operações suspeitas entre 2019 e 2024, das quais pelo menos R$ 15,5 milhões teriam sido repassados a Camisoti. Durante o depoimento, Willians negou relação com o caso e se recusou a responder parte das perguntas.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.