CPI do Crime Organizado aprova plano e convoca ministros, diretores da PF e governadores

Rafael Ramos
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, na terça-feira, 4, o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Com o cronograma validado, a comissão iniciará a convocação de autoridades ligadas ao combate a facções e milícias no país.

Primeiras oitivas

Entre os primeiros nomes que deverão prestar esclarecimentos estão:

  • Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça;
  • José Múcio, ministro da Defesa;
  • Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
  • Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF;
  • Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A CPI também pretende ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de estados mais afetados pela ação de facções, como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas, além de unidades consideradas referência em controle territorial, caso do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul.

Estrutura e objetivos

Instalada nesta semana, a comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na vice-presidência. Proposta em fevereiro por Alessandro Vieira, a CPI mira a atuação empresarial do crime organizado, que, segundo o relator, controla territórios, mercados ilegais e empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

O plano aprovado divide a investigação em nove frentes:

  1. Territórios dominados por facções e milícias;
  2. Lavagem de dinheiro e fluxo financeiro do crime;
  3. Sistema prisional como centro de comando;
  4. Corrupção que sustenta cadeias ilegais;
  5. Rotas de transporte de drogas, armas e outros ilícitos;
  6. Crimes digitais em rápida expansão;
  7. Integração entre órgãos de segurança e Forças Armadas, com foco em fronteiras;
  8. Experiências nacionais e internacionais de sucesso no combate ao crime organizado;
  9. Orçamento e estrutura necessários para fortalecer o enfrentamento.

Vieira afirmou que a comissão manterá caráter técnico e não servirá de “palanque político”. Estão previstas reuniões semanais, oitivas presenciais e requisição de dados sigilosos. O relatório final deverá apresentar propostas legislativas e encaminhamentos a autoridades competentes.

Fonte: Portal Infonet

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.