Copom decide nesta quarta o futuro dos juros; Selic pode cair abaixo de 14,5%

Robson Alves
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O Banco Central define amanhã o novo rumo da Selic, hoje em 14,75%. A decisão impacta crédito, investimentos e o bolso dos brasileiros.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta terça (16) e quarta-feira para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14,5%. A reunião será crucial, pois o comitê avaliará os indicadores da economia brasileira e global, considerando se há espaço para uma redução na taxa ou se a Selic permanecerá elevada por um período mais longo.

Na última reunião, ocorrida em abril, o Copom decidiu, por unanimidade, cortar os juros em 0,25 ponto percentual. Essa foi a segunda redução consecutiva, mas o corte foi menor comparado ao anterior. As incertezas quanto aos desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas de inflação em alta foram apontadas como justificativas para essa decisão.

Além disso, o mercado financeiro ajustou suas previsões para a Selic, elevando a estimativa para 13,5% ao ano até o final de 2026, um leve recuo em relação aos 13,75% da semana passada. Esse ajuste reflete as pressões econômicas decorrentes da guerra no Oriente Médio, que também impactaram as expectativas de inflação, elevadas para 5,3% este ano.

Sobre a política monetária, a ata do Copom não forneceu pistas claras sobre a trajetória futura da Selic, mas destacou que o comitê está monitorando o conflito e seus efeitos sobre a inflação. Em um trecho da ata, é mencionado que “o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações”.

Na Câmara dos Deputados, há expectativa de que o plenário vote nesta terça-feira o Projeto de Lei (PL) 1838/26, que visa acabar com a escala 6X1. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião de líderes para discutir o projeto. O relator, deputado federal Léo Prates, esclarecerá os pontos da proposta durante o encontro.

Esse projeto, enviado pelo governo em abril, estabelece um limite de 40 horas semanais na jornada de trabalho, além de garantir dois dias de folga por semana. A urgência com que o projeto foi encaminhado bloqueia a pauta da Câmara, que só pode deliberar sobre propostas de emenda à Constituição e outros requerimentos até que a proposta seja votada.

Se aprovado, o projeto manterá os mesmos pontos da PEC que reduziu a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, estabelecendo uma nova escala de cinco dias de trabalho seguidos de dois de folga. Atualmente, essa PEC está em análise no Senado.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.