Conservatório de Música de Sergipe completa 80 anos e reabre Sala Villa-Lobos após investimento de R$ 3,7 milhões

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Aracaju (SE) – O Conservatório de Música de Sergipe (CMSE) alcançou 80 anos de atividades em 2024 e marcou a data com a reabertura da Sala de Concertos Villa-Lobos, fechada havia 15 anos. O espaço, reconhecido pela acústica entre as melhores do Brasil e da América Latina, foi devolvido ao público em 5 de março, aniversário do maestro Heitor Villa-Lobos, após obras que somaram R$ 3.794.248,20.

A unidade integra a Rede Pública Estadual de Ensino e foi fundada em 1945 pelo professor e maestro Genaro Plech, então batizada de Instituto de Música e Canto Orfeônico de Sergipe. Hoje, é uma das 318 escolas da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e atende mais de mil estudantes em cursos gratuitos de Formação Inicial e Continuada, Musicalização Infantil, oficinas rápidas e dois cursos técnicos profissionalizantes: Canto e Instrumento Musical, este com 18 habilitações.

Reforma pedagógica e alta demanda

Nos últimos anos, o conservatório passou por ampla revisão curricular conduzida pelo atual gestor, professor Heitor Mendonça. Desde então, os processos seletivos vêm registrando recordes, alcançando mais de três mil inscritos na seleção mais recente.

“Estamos em um dos melhores momentos dessa história de 80 anos, com mais de mil alunos matriculados, ampliação de cursos e procura crescente”, afirmou Mendonça. Ele também destacou o aporte de mais de R$ 3 milhões liberado pelo governador Fábio Mitidieri para modernizar a Sala Villa-Lobos e a decisão do secretário Zezinho Sobral de retomar, após mais de duas décadas, o concurso público para professores efetivos do CMSE.

Detalhes da obra

O projeto de engenharia incluiu adequações de acessibilidade, modernização de instalações elétricas e melhorias no sistema hidrossanitário e de drenagem subterrânea, apontado como desafio histórico do prédio.

Memórias e impacto cultural

Ex-alunos reforçam o papel formador do conservatório. O pianista Erick Gustavo Freitas, que estudou entre 2014 e 2015 e depois entre 2020 e 2021, relatou que a instituição foi “o pontapé inicial” de sua formação musical. Já Acaciamaria da Conceição, 89 anos, guarda lembranças de 1951, quando aos 15 anos estudava piano à noite no prédio em frente à Catedral: “Até hoje, quando vejo um piano, sinto vontade de tocar”.

O CMSE mantém sua missão original de democratizar o acesso à educação musical, preservando tradições e fomentando a produção artística sergipana.

Fonte: Governo de Sergipe

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