COI restringe participação de mulheres trans em categorias femininas a partir de 2028

Rafael Ramos
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Foco SE

O Comitê Olímpico Internacional (COI) determinou que somente atletas consideradas “mulheres biológicas” poderão disputar provas individuais ou coletivas da categoria feminina em competições ligadas à entidade. A nova diretriz entra em vigor nos Jogos Olímpicos de 2028, programados para Los Angeles, nos Estados Unidos.

De acordo com o documento divulgado pelo órgão, a medida não se estende a programas de esporte amador ou recreativo. No entanto, impede a participação de mulheres trans em eventos oficiais femininos promovidos ou chancelados pelo COI. Essas atletas passam a ser elegíveis para categorias masculinas, vagas reservadas a homens em provas mistas, categorias abertas ou esportes que não separam competidores por sexo.

Justificativa científica e segurança

Ao apresentar a política, a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a decisão é “baseada na ciência” e resultado de debates conduzidos por especialistas médicos. “Nos Jogos Olímpicos, diferenças mínimas podem definir a vitória. Não seria justo permitir que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso não seria seguro”, declarou.

O comunicado sustenta que o sexo masculino gera vantagem de desempenho em modalidades que dependem de força, potência e resistência. Para preservar a equidade competitiva e a segurança, especialmente em esportes de contato, o critério de elegibilidade passará a considerar o sexo biológico.

Consultas e grupo de trabalho

A elaboração da regra envolveu consultas com 1,1 mil atletas e a atuação de um grupo de trabalho formado por diretores médicos de federações internacionais e especialistas em ciência do esporte, endocrinologia, medicina transgênero, medicina esportiva, saúde da mulher, ética e direito.

Testes de sexagem obrigatórios

Com a mudança, todas as competidoras deverão realizar testes de sexagem, por meio de saliva ou amostras de sangue, para identificar o gene SRY, responsável pelo desenvolvimento do sexo masculino nos mamíferos. A detecção do gene já é aplicada em alguns torneios femininos de alto rendimento.

O COI recomenda que federações internacionais e nacionais, associações continentais, conselhos esportivos e demais órgãos dirigentes do mundo adotem a mesma política. Criado em 1894, o Comitê incluiu entre suas missões “agir contra qualquer forma de discriminação que afete o movimento olímpico”.

Com informações de Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.