São Paulo, 11 de dezembro de 2025 – Palmeiras, Athletico Paranaense, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense divulgaram nesta quinta-feira uma nota conjunta em defesa dos gramados sintéticos. Os cinco clubes rebateram manifestações de jogadores, técnicos e dirigentes que, nas últimas semanas, pediram a proibição do piso artificial nas competições da CBF.
O que diz a nota
No comunicado, as equipes afirmam que a tecnologia foi “adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais”. O texto destaca ainda:
- Falta de padronização dos gramados no país, com campos naturais em más condições;
- Ausência de estudos científicos conclusivos que relacionem o piso sintético moderno ao aumento de lesões;
- Necessidade de um debate baseado em dados objetivos, e não em “narrativas que distorcem a realidade”.
Cenário para 2026
Com o retorno de Athletico Paranaense e Chapecoense à Série A, o Campeonato Brasileiro de 2026 poderá ter pelo menos cinco estádios com grama sintética: Allianz Parque (Palmeiras), Ligga Arena (Athletico), Arena MRV (Atlético-MG), Nilton Santos (Botafogo) e Arena Condá (Chapecoense). Durante a reforma de São Januário, o Vasco planeja mandar seus jogos no campo do Botafogo.
Críticas recentes
O técnico Filipe Luís, do Flamengo, afirmou em Doha, durante a Copa Intercontinental, que a presença de vários campos artificiais “desvaloriza o produto” do Brasileirão e compromete a saúde dos atletas. Antes dele, jogadores como Neymar, Thiago Silva e Lucas Moura lideraram uma campanha nas redes sociais contra o sintético.
Posição do Flamengo
O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista (Bap), defende o fim do piso artificial nas competições oficiais. O clube chegou a sugerir à CBF a inclusão da proibição no projeto de fair play financeiro, proposta que foi rejeitada.
Movimento na CBF
Em meio à polêmica, a confederação anunciou a criação de um grupo para avaliar a qualidade dos gramados – naturais e sintéticos – e definir novos parâmetros para os estádios. A ideia é estabelecer um prazo para que os clubes se adequem às futuras exigências.
Apesar das críticas, os clubes signatários da nota reforçam que os gramados sintéticos de alto desempenho “superam, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições” e prometem continuar investindo na manutenção e no aprimoramento da tecnologia.
Fonte: Futebol Interior
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