O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, entregou seu pedido de demissão, informou o gabinete da Presidência nesta quarta-feira (22). É a segunda vez que o cargo muda de mãos desde o início do governo do presidente Javier Milei, que completa quase dois anos.
O comunicado oficial não detalhou o motivo da saída nem quem assumirá interinamente a chancelaria. Werthein, ex-embaixador argentino nos Estados Unidos, permaneceu no posto por cerca de um ano.
A renúncia ocorre a apenas quatro dias das eleições legislativas de domingo, nas quais o Partido Libertário, de Milei, busca ampliar sua bancada minoritária no Congresso para garantir apoio ao plano de forte austeridade fiscal.
Segundo o jornal La Nación, já se esperava que o chanceler deixasse o governo após a votação, mas a entrega da carta de demissão ocorreu ainda na noite de terça-feira (21).
Werthein assumiu o ministério depois da demissão de Diana Mondino, afastada por ter votado a favor do fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba em sessão da Organização das Nações Unidas.
A mudança na diplomacia acontece em meio a desgaste da popularidade de Milei, provocado pelos cortes orçamentários que afetam, principalmente, idosos e pessoas com deficiência, além de um recente escândalo de corrupção.
No início da semana, o presidente havia antecipado que faria ajustes no gabinete após as eleições de meio de mandato, movimento acompanhado de perto por Washington, que condicionou parte do apoio financeiro à Argentina ao resultado das urnas.
O Departamento do Tesouro dos EUA fechou uma linha de swap de moeda de US$ 20 bilhões com o governo argentino e estuda outra, no mesmo valor, em parceria com bancos e fundos de investimento.
Não há, até o momento, previsão para o anúncio do novo ministro das Relações Exteriores.
Fonte: Agência Brasil
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