CEO do Roblox é alvo de críticas após banimento de youtuber que investigava predadores e processo na Louisiana

William Kevim
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São Paulo – O diretor-executivo do Roblox, David Baszucki, tornou-se foco de protestos depois que a plataforma de jogos bloqueou o youtuber Schlep, conhecido por investigar casos de aliciamento de menores dentro do serviço.

Banimento de criador gera mobilização online

Schlep, que soma quase 800 mil inscritos no YouTube, afirma ter colaborado para a prisão de seis suspeitos que tentavam atrair crianças no Roblox. Todas as contas do influenciador no jogo foram suspensas. Após a decisão, hashtags como #FreeSchlep e #BoycottRoblox ganharam força e receberam apoio de criadores de conteúdo de grande alcance.

Uma petição virtual pedindo que Baszucki “conserte o que causou ou renuncie” ultrapassava 48 mil assinaturas até a última quinta-feira, segundo o jornal britânico The Independent.

Acusações em tribunal da Louisiana

A pressão aumentou quando a procuradora-geral da Louisiana, Liz Murrill, protocolou uma ação em tribunal estadual alegando que o Roblox permite um ambiente onde predadores “prosperam, se unem, caçam e vitimizam menores”. O documento menciona relatos do xerife da paróquia de Livingston, Jason Ard, que investiga casos em que adultos teriam usado mudança de voz para se passar por crianças na plataforma. Até o momento, não houve prisões ligadas ao jogo.

Murrill declarou que o serviço “prioriza crescimento, receita e lucros em detrimento da segurança infantil” e chegou a afirmar que a plataforma deveria ser encerrada.

Resposta da companhia

Em nota enviada ao The Independent, a empresa argumentou que os “vigilantes” banidos, apesar de aparentemente bem-intencionados, adotaram métodos que “criam um ambiente inseguro” e, em alguns casos, teriam se passado por menores para abordar usuários e levá-los a conversas com conteúdo sexual em outras redes.

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Imagem: g1.globo.com

O Roblox ainda classificou como “categoricamente falsa” a ideia de que colocaria usuários em risco deliberadamente. A companhia reforça que mantém “tolerância zero” à exploração de menores e que, para crianças abaixo de 13 anos, o chat externo a jogos só é liberado com permissão dos pais. Sem criptografia nas conversas privadas, o sistema de moderação consegue monitorar mensagens.

Em agosto, a plataforma informou à agência Associated Press que implantou ferramentas de inteligência artificial para identificar indícios de abuso. Segundo a empresa, o recurso possibilitou 1.200 denúncias de tentativas de exploração infantil ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas no primeiro semestre de 2025.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.