Doha, 3 jan. 2026 – O Ministério das Relações Exteriores do Catar manifestou preocupação com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Em comunicado divulgado neste sábado, o governo catariano pediu “moderação e diálogo como meio adequado para tratar todas as questões pendentes”.
O documento reafirma o compromisso do Catar com a Carta das Nações Unidas e com “os princípios do direito internacional, que exigem a solução pacífica de controvérsias”. O país do Oriente Médio declarou-se disposto a “contribuir com qualquer esforço internacional em busca de uma solução pacífica imediata” e ressaltou que manterá abertos os canais de comunicação com todas as partes envolvidas.
Aliança com os EUA
Catar e Estados Unidos mantêm relação estreita. A nação do Golfo sediou recentemente rodadas de negociação para um possível cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo Hamas, com participação de representantes norte-americanos.
Interesses petrolíferos
Com economia baseada na produção de petróleo e gás natural, o Catar destaca-se no mercado de energia. Após a ofensiva contra Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que empresas norte-americanas passariam a controlar o setor petrolífero venezuelano, detentor das maiores reservas conhecidas do mundo. Trump alegou, sem apresentar provas, que o governo Maduro está envolvido em narcotráfico e advertiu sobre uma “segunda onda” de ataques caso haja resistência.
Fonte: Agência Brasil
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