Carol Santiago prevê 2026 de experimentos para chegar mais forte a Los Angeles 2028

Rafael Ramos
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A nadadora Maria Carolina Santiago, maior campeã paralímpica do país, afirmou que 2026 será decisivo para estabelecer a base de velocidade e resistência visando aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. Aos 40 anos, a pernambucana explicou que pretende usar as competições do próximo ano para testar novos formatos de treino e afinar o planejamento.

Após quatro temporadas consecutivas com grandes eventos — os Jogos de Paris em 2024 e os Mundiais de 2022 (Ilha da Madeira), 2023 (Manchester) e 2025 (Singapura) —, o calendário da natação paralímpica terá em 2026 apenas as etapas da World Series e os Jogos Parasul-Americanos, marcados para Valledupar e Agustín Codazzi, na Colômbia. Mesmo assim, Carol descarta um ritmo mais leve. “Vamos aproveitar as competições para testar o programa, mantendo o que já sabemos que funciona”, disse.

Da piscina convencional ao topo do paradesporto

Nascida com a Síndrome de Morning Glory — alteração na retina que a coloca na classe S12, destinada a atletas com baixa visão —, Carol migrou da natação convencional para a paralímpica em 2018. Desde então, faturou dez medalhas em apenas duas edições de Jogos: seis ouros e quatro pratas em Tóquio 2021 e Paris 2024, marca que a tornou a segunda mulher com mais pódios paralímpicos do Brasil, atrás apenas da velocista Ádria dos Santos.

Em Paris, a nadadora conquistou o lugar mais alto do pódio nos 50 m e 100 m livre e nos 100 m costas, além de ganhar prata nos 100 m peito e no revezamento 4×100 m livre. Para o ciclo de Los Angeles, ela e o treinador Leonardo Tomazello decidiram reduzir o número de provas individuais de seis para três, focando justamente nas distâncias em que foi campeã na capital francesa.

Resultados confirmam estratégia

No Mundial de Singapura, em 2025, a estratégia rendeu novo sucesso: Carol repetiu os três ouros individuais de Paris, somou outro título no revezamento 4×100 m medley e ainda levou prata no 4×100 m livre. O desempenho lhe garantiu pela quarta vez — e segunda consecutiva — o prêmio de Atleta Feminina do Ano do Brasil Paralímpico, isolando-a como a maior vencedora entre as mulheres.

“Posso dizer que foi o ano mais difícil desde que entrei no movimento paralímpico, mas transformamos dificuldades em desafios e performamos no Mundial”, avaliou. Segundo ela, o primeiro ano após uma Paralimpíada é fundamental para medir o estágio da preparação. “O Mundial é o que temos mais próximo de uns Jogos, então considero que demos um pontapé inicial bem dado”, completou.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.