O veterano brasileiro Carlos Burle, de 58 anos, explicou nesta quinta-feira (4) que o equipamento que utilizava para filmar a própria sessão de surfe contribuiu para as dificuldades enfrentadas no resgate após sofrer uma queda em Nazaré, Portugal, na quarta-feira.
Imagens em primeiro plano
Segundo Burle, a ideia era registrar a experiência sobre as ondas gigantes. Durante as duas primeiras descidas, ele manteve a câmera voltada para trás. Na terceira onda, decidiu inverter a posição para enquadrar o rosto com a parede d’água ao fundo. Foi nesse momento que perdeu o controle e acabou engolido pela massa de água.
“Eu precisava segurar a câmera com as duas mãos, então demorei para acionar o colete inflável”, explicou o surfista em vídeo publicado no Instagram. Ele permaneceu submerso além do tempo habitual e conseguiu chegar à superfície apenas no limite do fôlego.
Auxílio brasileiro
O também brasileiro Lucas Chumbo estava nas proximidades com um jet ski e realizou o resgate. Burle foi levado à areia, recebeu atendimento médico e, em seguida, encaminhado ao hospital local para exames. Liberado na sequência, passa bem.
Ao refletir sobre o episódio, o pernambucano reforçou que a busca por imagens não deve se sobrepor à segurança em condições extremas: “Ficou claro que em situação de alto risco o foco deve ser 100% na segurança. Aquela câmera não deveria estar comigo naquele momento”.
Histórico em ondas gigantes
Conhecido no circuito de ondas grandes, Burle já havia protagonizado outro resgate em Nazaré. Em 2013, ele puxou a carioca Maya Gabeira para fora da água após a atleta sofrer grave acidente que resultou em fratura no tornozelo e perda de consciência.
Fonte: Futebol Interior
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