Brasil será país parceiro da Hannover Messe e leva 140 empresas à maior feira industrial do mundo

Robson Alves
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A cidade de Hannover, no norte da Alemanha, receberá de 20 a 24 de abril a Hannover Messe, considerada a maior feira de inovação e tecnologia industrial do planeta. Nesta edição, o Brasil foi escolhido como país parceiro, posição alcançada apenas uma vez antes, em 1980, quando a organização passou a selecionar nações convidadas.

Com a parceria, o pavilhão brasileiro ocupará 2,7 mil metros quadrados e reunirá 140 expositores. A delegação, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), contará com cerca de 300 empresas, entre elas nomes de peso como Embraer e WEG, além de quase 60 startups voltadas a soluções de rápido crescimento.

Expectativa de público e foco tecnológico

A promotora do evento, Deutsche Messe AG, espera receber 123 mil visitantes de todas as partes do mundo e 3,5 mil expositores provenientes de 60 países. Entre as companhias confirmadas estão Amazon Web Services (AWS), Bosch, Siemens, SAP, Microsoft, Huawei e Accenture. Os estandes apresentarão novidades em inteligência artificial, robótica, automação, digitalização, defesa e descarbonização, com ênfase em fontes de energia limpa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão, Friedrich Merz, confirmaram presença na abertura oficial.

“Brasil jovem e digital”

Em encontro com jornalistas, o CEO da Deutsche Messe AG, Jochen Köckler, justificou a escolha do parceiro. “O Brasil é a maior economia da América do Sul. É um país jovem, digital, com empresas muito bem desenvolvidas”, afirmou. Para ele, a vitrine internacional destacará a competitividade brasileira, especialmente em energias renováveis.

Um dos pavilhões reservados ao país será dedicado exclusivamente a empresas focadas em energia renovável, biocombustíveis e eletrificação, totalizando 30 expositores. Segundo o diretor de operações da ApexBrasil Europa, Alex Figueiredo, a participação evidencia um Brasil inovador — capaz de projetar e fabricar aviões, veículos, maquinário e softwares — e não apenas associado à “agricultura, carnaval e futebol”.

Relação entre inovação, emprego e renda

A representante regional da ApexBrasil, Márcia Nejaim, ressaltou que empresas exportadoras costumam investir mais em inovação, gerar empregos de melhor qualidade e ampliar postos de trabalho. “Na medida em que esse círculo virtuoso acontece, há impacto real na vida do brasileiro”, avaliou.

Ao apresentar o país a cerca de 100 jornalistas estrangeiros, o embaixador do Brasil na Alemanha, Rodrigo Baena Soares, descreveu a nação sul-americana como democracia estável e economia emergente robusta. Ele destacou a disposição brasileira para colaborar em soluções industriais que beneficiem ambos os lados.

Com a presença de startups, grandes companhias e autoridades, a delegação brasileira pretende mostrar competitividade em áreas como inteligência artificial, robótica e, principalmente, transição energética — setor em que o país se diz líder em biocombustíveis e tecnologia flex fuel.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.