Washington alterou o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti e atribuiu a medida à demora na nomeação de seu embaixador no Brasil. O Itamaraty afirma que a alegação não procede.
O governo brasileiro manifestou seu repúdio à revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4) pelos Estados Unidos. A medida foi justificada pelo país norte-americano como uma resposta à demora do Brasil na aprovação do indicado do governo Trump para assumir a embaixada dos EUA no Brasil.
Em resposta, o governo brasileiro contestou as alegações, classificando-as como falsas.
“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas”.
A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República ressaltou que os Estados Unidos violaram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao divulgar o nome do indicado para a embaixada, uma vez que essa informação só poderia ser tornada pública após a anuência do país anfitrião. O governo informou que o pedido norte-americano ainda está em análise.
“Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément”, destacou a nota.
Preços vistos na Amazon em 11/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Além disso, o governo brasileiro mencionou a negativa de visto a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, afirmando que a presença deles no país poderia questionar a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro.
“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”.
A nota declarou que o episódio representa uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil.
“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.
O Palácio do Planalto lembrou que diversas autoridades brasileiras, incluindo funcionários do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelos Estados Unidos em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. O governo destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca o entendimento entre os dois países.
“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”.
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



