Os governos do Brasil, do México e da Colômbia divulgaram, nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, uma nota conjunta em que solicitam a interrupção imediata das hostilidades no Oriente Médio e defendem que as diferenças sejam dirimidas pela via diplomática.
“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, afirma o comunicado, cuja divulgação contou com transmissão da Band. O texto frisa que a busca por solução pacífica deve respeitar os princípios do direito internacional e a mediação multilateral.
Na mensagem, os três países latino-americanos reiteram estar dispostos a “contribuir para processos de paz que gerem confiança”, com o objetivo de construir uma saída política e negociada para o confronto em curso. O documento também reitera que a diplomacia deve prevalecer sobre qualquer escalada militar.
A manifestação ocorre em meio a uma nova onda de tensão na região. Pela segunda vez em oito meses, Israel e Estados Unidos lançaram ofensiva contra o Irã, alegando riscos ligados ao programa nuclear iraniano. Imagens exibidas por agências internacionais mostraram colunas de fumaça sobre Teerã após o anúncio israelense de um ataque preventivo em 28 de fevereiro.
O atrito ganhou força após a retirada norte-americana, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, do acordo de 2015 que submetia as instalações nucleares iranianas a inspeções internacionais. Washington e Tel Aviv acusam Teerã de perseguir armas atômicas, enquanto o governo iraniano sustenta que o programa tem fins estritamente pacíficos.
No início de seu segundo mandato, em 2025, Trump elevou a pressão sobre o Irã, exigindo o desmonte do programa nuclear, o encerramento do desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance e o fim do apoio a grupos como Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.
Às vésperas da última agressão, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador das negociações nucleares, disse que as partes estavam próximas de um acordo e que Teerã aceitara não manter estoques de urânio altamente enriquecido. Mesmo assim, as ações militares prosseguiram.
O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos remonta à Revolução Islâmica de 1979, que levou à imposição de sanções econômicas ocidentais com o objetivo de fragilizar a economia iraniana.
Dentro do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou recentemente como “irresponsabilidade” as guerras em andamento. A declaração foi feita durante o anúncio de medidas para conter o impacto da alta do petróleo sobre o preço do diesel.
Com informações de Agência Brasil
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