Brasil exige fim imediato da ação militar dos EUA contra Venezuela na ONU

Robson Alves
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NOVA YORK (ONU) – O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sergio Danese, criticou nesta terça-feira (24) a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela e pediu que as operações sejam encerradas “de forma imediata e incondicional”. A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança.

Segundo Danese, as iniciativas norte-americanas violam a Carta das Nações Unidas e devem dar lugar a “instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis”. O diplomata afirmou que o Brasil conclama Washington e Caracas a um “diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção”.

Médiação brasileira

O representante brasileiro lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou disposição para intermediar um entendimento entre Estados Unidos e Venezuela. Danese acrescentou que o governo brasileiro apoia qualquer esforço do secretário-geral da ONU nesse sentido.

Região de paz

Danese ressaltou que a América do Sul “é e quer continuar sendo uma região de paz”, comprometida com o direito internacional e com relações amistosas entre os países vizinhos. Para o embaixador, evitar um conflito no continente interessa não apenas aos latino-americanos, mas a toda a comunidade internacional, já que um eventual confronto teria repercussões globais.

Pressão de Washington

Os Estados Unidos, sob ordens do presidente Donald Trump, mantêm um cerco militar à Venezuela com o objetivo declarado de retirar Nicolás Maduro do poder, acusado por Washington de liderar um cartel “narco-terrorista”. Há semanas, Trump vem ameaçando invadir o território venezuelano.

O apelo brasileiro foi registrado na ata da sessão do Conselho de Segurança e deve integrar o relatório que será encaminhado ao secretário-geral das Nações Unidas.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.