O ex-presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, de 69 anos, foi confirmado morto neste domingo, 1º de março, após uma série de bombardeios que atingiram Teerã no fim de semana. A informação foi divulgada pela agência estatal Iranian Labor News Agency (ILNA).
Ahmadinejad governou o Irã de 2005 a 2013. De acordo com a ILNA, ele se encontrava em sua residência, localizada no distrito de Narmak, na zona leste da capital iraniana, quando mísseis lançados por forças dos Estados Unidos e de Israel atingiram a região. O ex-presidente morreu no local junto com seus guarda-costas.
Os ataques começaram no sábado, 28 de fevereiro, dentro de uma escalada do conflito no Oriente Médio. O governo iraniano atribui as explosões a uma ação coordenada entre Washington e Tel Aviv.
Mortes entre a cúpula iraniana
Além de Ahmadinejad, outras figuras de alto escalão foram vítimas dos bombardeios. A mídia oficial do país confirmou o falecimento do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que exercia o cargo máximo do sistema político iraniano havia 36 anos. Também morreram o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.
Os incidentes ocorrem em meio a um momento de tensão crescente. No sábado, autoridades iranianas elevaram para 153 o número de alunas mortas em um ataque a uma escola. No mesmo dia, os Estados Unidos negaram que mísseis iranianos tenham atingido o porta-aviões Abraham Lincoln. A morte de Khamenei já repercute entre aliados e opositores dentro e fora do país.
Passagem pelo Brasil
Durante seu mandato, Mahmoud Ahmadinejad visitou o Brasil em 2009, quando se reuniu com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, defendeu a inclusão permanente do Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e discutiu temas da agenda internacional.
O governo iraniano ainda não divulgou detalhes sobre o funeral de Ahmadinejad nem informações sobre eventuais substituições nos cargos militares e políticos afetados pelos ataques.
Com informações de Agência Brasil
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