Bolsa Família e Empreendedorismo Elevam Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil

Claudio Vasconcelos
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O Brasil alcançou um marco histórico em seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atingindo a marca de 0,805, conforme divulgado na pesquisa Radar IDHM do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na terça-feira, 26 de maio de 2026. Esse índice reflete melhorias significativas em acesso à renda, saúde e educação.

O Programa Bolsa Família é destacado como um dos principais responsáveis por essa conquista. De acordo com o Sebrae, a geração de emprego e renda, aliada ao apoio ao empreendedorismo, tem contribuído para a superação da pobreza no país.

“O que temos visto a cada estudo do Sebrae e do MDS é que o benefício social não gera dependência. Ele atua como uma rede de segurança. Trata-se de um benefício social que estimula o desenvolvimento econômico. Com o apoio técnico do Sebrae, esse microempreendedor consegue fazer com que o dinheiro recebido circule no próprio bairro, gerando emprego, renda, cidadania e multiplicando o impacto do investimento público original, podendo realizar-se o sonho de empreender,”

afirmou Rodrigo Soares, presidente do Sebrae.

Um estudo do Banco Mundial apontou que o Bolsa Família possui um efeito multiplicador de 2,16 na economia local, ou seja, para cada R$ 1 investido no programa, há uma movimentação econômica de aproximadamente R$ 2,16. Em 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram de ser beneficiadas pelo Bolsa Família, sendo que 1,3 milhão saiu do programa devido ao aumento da renda familiar.

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Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, ressaltou o impacto do programa:

“É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição de frequentar a escola, obrigando-as a estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira.”

O critério para acesso ao Bolsa Família estabelece que a renda per capita deve ser de até R$ 218. Quando as famílias ultrapassam esse limite, até R$ 706, elas permanecem no programa por um período de transição de até 12 meses, recebendo 50% do benefício.

Além do Bolsa Família, o estímulo ao empreendedorismo é uma prioridade. Atualmente, existem mais de 16,6 milhões de microempreendedores individuais (MEI) no Brasil, sendo que cerca de 4,6 milhões estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais. O levantamento do Sebrae e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) indica que 57% desses empreendedores decidiram investir em seus negócios após aderirem à plataforma do governo federal, demonstrando a busca por autonomia financeira.

Em 2023, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) foi firmado entre o MDS e o Sebrae, visando integrar esforços para promover a inclusão socioeconômica de famílias em situação de vulnerabilidade social. Este acordo inclui ações como o compartilhamento de dados do Cadastro Único e do Bolsa Família, com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas sobre pequenos negócios e aprimorar as políticas públicas.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.