Investimento vai financiar novos equipamentos culturais e revitalizar espaços no estado. O Viva-SE também prevê apoio à economia criativa e às Casas do Artesanato Sergipano.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a destinação de R$ 105,5 milhões para novos projetos do Programa Integrado de Desenvolvimento Cultural e Turístico de Sergipe, conhecido como Viva-SE. Este programa visa criar uma rede integrada de equipamentos culturais, através da implantação de novos centros e da revitalização de espaços já existentes. Além disso, será articulado à economia criativa de base comunitária, incluindo as Casas do Artesanato Sergipano (CAS).
Os recursos fazem parte de um financiamento total de R$ 180 milhões, contratado pelo BNDES com o Estado de Sergipe em junho de 2024, através do programa BNDES Invest Impacto. Este é o segundo conjunto de projetos com destinação específica aprovado dentro dessa operação. Os investimentos desta segunda fase somam R$ 117,8 milhões, sendo R$ 105,5 milhões financiados pelo BNDES e R$ 12,3 milhões da contrapartida do Estado de Sergipe. A previsão é que os projetos sejam concluídos até dezembro de 2028.
Os recursos serão direcionados para a recuperação e modernização de equipamentos culturais, implantação de memoriais e qualificação de trabalhadores da cadeia do artesanato. Com esses projetos, espera-se ampliar a infraestrutura cultural e apoiar a geração de trabalho e renda em diversas regiões de Sergipe.
“O financiamento será destinado à recuperação e modernização de equipamentos culturais, à implantação de memoriais e à qualificação de trabalhadores da cadeia do artesanato. Os projetos ampliam a infraestrutura cultural e apoiam a geração de trabalho e renda em diferentes regiões de Sergipe”, afirmou o presidente do BNDES.
Do total aprovado, R$ 54,3 milhões serão alocados na segunda etapa da requalificação de oito equipamentos culturais e históricos em Aracaju. Entre as iniciativas estão a implantação da Pinacoteca do Estado e do Museu do Forró, além da reforma e modernização do Palácio Museu Olímpio Campos, do Museu da Gente Sergipana e da Biblioteca Pública Estadual Epiphânio Dória. Também estão previstas modernizações nos teatros Atheneu, Tobias Barreto e Lourival Baptista.
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Na Pinacoteca, os recursos serão utilizados em expografia, museografia, curadoria, organização e montagem do acervo, além da elaboração do plano museológico. O Museu do Forró será construído no Complexo Cultural Gonzagão, com aproximadamente 1,5 mil metros quadrados de espaço expositivo e instalações acessíveis.
A Biblioteca Epiphânio Dória receberá adequações arquitetônicas, estruturais e tecnológicas, visando a modernização dos espaços de consulta e leitura. O Palácio Museu Olímpio Campos terá seu espaço reformado e modernizado, enquanto o Museu da Gente Sergipana passará por intervenções de restauro e ampliação das atividades.
Os teatros também receberão reformas significativas, incluindo atualização das instalações elétricas e de climatização. O Teatro Tobias Barreto, por sua vez, terá o sistema de climatização modernizado.
“Os recursos apoiam um conjunto integrado de intervenções, que combina recuperação de patrimônio, modernização de equipamentos culturais e qualificação profissional”, destacou a superintendente do BNDES.
Além disso, R$ 28,2 milhões serão destinados à restauração e modernização de equipamentos culturais em cidades históricas como São Cristóvão e Laranjeiras. Em São Cristóvão, o Museu Histórico de Sergipe será modernizado, garantindo acessibilidade universal, enquanto Laranjeiras verá a restauração do Museu Afro-Brasileiro e da Casa de Cultura João Ribeiro.
Por fim, a implantação de memoriais regionais receberá R$ 15 milhões, abrangendo diversos municípios como Japaratuba e Riachão do Dantas, que terão suas tradições culturais e histórias locais celebradas.

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