Movimentos de direita e grupos religiosos reuniram milhares de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7), para defender a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Governadores no palanque
O governador paulista, Tarcísio de Freitas, afirmou que a comemoração da Independência é “incompleta” enquanto Bolsonaro, segundo ele, não tem direito de ir e vir. Tarcísio acusou a esquerda de criar “narrativas” sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 com o objetivo de incriminar o ex-chefe do Executivo. Defendeu ainda anistia “ampla, para todos os envolvidos”, e classificou a atuação de Moraes como “tirania”.
Também subiu ao carro de som o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. No Rio de Janeiro, manifestação paralela em Copacabana contou com o governador fluminense, Cláudio Castro.
Discursos religiosos e defesa de unidade
O pastor Silas Malafaia pediu união da direita em torno de Bolsonaro e criticou o STF, chamando Moraes de “ditador”. Malafaia lembrou que, no fim de agosto, foi alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro. A Procuradoria-Geral da República sustenta que o pastor teria orientado ações de coação atribuídas a Bolsonaro e ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro encerrou os pronunciamentos. Ela citou dificuldades do marido em sair de casa, alegou vigilância desproporcional e fez referências religiosas. Durante o ato, manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos.
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Presença de parlamentares
Deputados e senadores aliados participaram do evento na capital paulista. No Rio, estiveram os deputados federais do PL Alexandre Ramagem, Luiz Lima, Eduardo Pazuello, Hélio Lopes e Clarissa Garotinho. Ramagem, réu no STF por suposta participação em tentativa de golpe, defendeu “anistia ampla, geral e irrestrita”.
Desfile cívico-militar em Brasília
Na Esplanada dos Ministérios, cerca de 45 mil pessoas acompanharam o desfile de 7 de Setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e ministros assistiram à cerimônia, cujo tema principal foi a soberania nacional. Parte do público gritou “sem anistia” e “soberania não se negocia”.
No pronunciamento em rede nacional, Lula citou a próxima COP30, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e chamou de “traidores da pátria” os que, segundo ele, atuam contra o país.
Cenário externo
As celebrações ocorrem em meio a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros para pressionar em favor de Bolsonaro, que responde no STF por tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento deve terminar nesta semana.
Fonte: Agência Brasil
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