Aracaju proíbe ‘príncipe maluco’ e bebidas pré-manipuladas nos festejos juninos

Rafael Ramos
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Foco SE

A Prefeitura de Aracaju reforça a proibição de bebidas alcoólicas previamente preparadas nos festejos juninos de 2026, incluindo o popular 'príncipe maluco', em alerta reforçado após casos de intoxicação por metanol no país.

Garantir a segurança da população durante os festejos juninos é uma das prioridades da Prefeitura de Aracaju neste mês de junho. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Rede de Vigilância Sanitária (Revisa), reforça a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas previamente preparadas durante os eventos realizados na capital sergipana ao longo do mês — medida que visa proteger os consumidores dos riscos associados ao consumo de produtos sem procedência comprovada, sem rotulagem adequada e com composição desconhecida.

Entre os produtos abrangidos pela restrição está o chamado ‘príncipe maluco’, bebida frequentemente encontrada em barracas de drinks durante eventos populares. De acordo com as normas vigentes, não é permitida a venda de destilados previamente manipulados, especialmente os produzidos de forma artesanal ou sem controle sanitário. A preparação ou mistura de bebidas alcoólicas pelos comerciantes só poderá ocorrer durante o evento, na presença do consumidor e utilizando exclusivamente produtos regularizados e devidamente registrados nos órgãos competentes. Bebidas industrializadas com rotulagem adequada e identificação de origem seguem autorizadas para comercialização.

A medida integra a ‘Operação Copo Limpo’, ação conjunta que reúne órgãos estaduais e municipais para prevenir e combater a venda de bebidas adulteradas em Aracaju. A proibição também está prevista no edital de cadastramento de ambulantes e comerciantes para os eventos juninos de 2026, publicado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que estabelece expressamente que a manipulação prévia de bebidas é vedada, sendo permitida apenas a preparação no momento da venda e diante do cliente.

Segundo a gerente de Alimentos da Revisa, Laila Garcia, a decisão foi reforçada após registros recentes de intoxicação por metanol em diferentes regiões do país. ‘O alerta em relação ao consumo dessas bebidas previamente preparadas é que não se conhece a composição’, destacou a gestora. Diante do cenário de risco, foi criada uma comissão formada por representantes do Ministério Público, Polícia Civil, Vigilância Sanitária, Polícia Científica, Procon e Emsurb, com atuação voltada à prevenção e ao combate à comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas no município.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.