Aracaju organiza comércio junino para impulsionar a economia local

Rafael Ramos
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Com a chegada do período junino, a venda de fogueiras, fogos de artifício e comidas típicas já movimenta diversos pontos da capital sergipana. Em Aracaju, a Prefeitura, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), coordena e fiscaliza todo o processo, desde a autorização dos comerciantes até o acompanhamento das vendas. Este período representa uma oportunidade significativa de geração de renda para centenas de empreendedores.

Neste ano, a Emsurb recebeu 22 solicitações para a comercialização de comidas típicas, 33 para venda de fogueiras e nove para instalação de barracas de fogos de artifício. Os interessados podem solicitar autorização presencialmente na sede da empresa, localizada na Rua Dom Pedro II, nº 135, nos horários das 8h às 12h e das 14h às 17h, ou por meio da plataforma ‘AjuInteligente’.

Para obter a licença, é necessário apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de residência e um ofício informando o local pretendido para a atividade. No caso dos vendedores de fogos de artifício, também é obrigatória a autorização do Corpo de Bombeiros.

Após a análise e aprovação do pedido, o comerciante deverá pagar uma taxa de R$ 5 por metro quadrado ocupado. Para a venda de fogueiras, é permitida a utilização de áreas de até 45 metros quadrados, enquanto as barracas de fogos podem ocupar até 40 metros quadrados.

“Essa taxa permanece a mesma dos anos anteriores por determinação da prefeita Emília Corrêa, justamente para facilitar a atividade dos comerciantes e incentivar a geração de renda durante o período junino”, destacou Bertulino Menezes, diretor de Espaços Públicos e Abastecimento da Emsurb.

Os pontos tradicionais de comercialização de fogos de artifício estão localizados na Praça BMX, na rótula do conjunto Orlando Dantas; na Avenida Governador Marcelo Déda, no bairro Soledade; e na Avenida Paulo Figueiredo Barreto, no Lamarão. As fogueiras podem ser comercializadas na Avenida Delmiro Gouveia, no bairro Coroa do Meio; na Avenida José Carlos Silva, nas proximidades da delegacia da Farolândia; e na Praça Dr. Ranulfo Prata, no bairro Getúlio Vargas.

Uma novidade deste ano é a autorização para que moradores com calçadas amplas possam comercializar comidas típicas em frente às suas residências. Para isso, também é necessário solicitar licença junto à Emsurb. Bertulino reforça que a permissão é exclusiva para produtos alimentícios.

“É uma oportunidade criada pela gestão municipal para fortalecer o empreendedorismo e contribuir com o aumento da renda das famílias. No entanto, é importante destacar que essa autorização não contempla a venda de fogos de artifício ou fogueiras”, explicou.

Para ampliar as oportunidades de comercialização, o prazo para venda de comidas típicas e fogueiras foi estendido até 5 de julho. Já os fogos de artifício poderão ser vendidos até 1º de julho.

“Também por determinação da prefeita, ampliamos o período de vendas para que os comerciantes tenham mais tempo para comercializar seus produtos e melhorar seus resultados financeiros”, acrescentou o diretor.

A fiscalização ocorre durante todo o período junino para garantir o cumprimento das normas e a segurança da população. A atuação é realizada de forma integrada entre Emsurb, Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e Procon Aracaju.

Uma das principais irregularidades identificadas é o armazenamento inadequado de fogos de artifício próximo às fogueiras. Bertulino alertou sobre o risco envolvido: “Em caso de incêndio, as chamas podem atingir os fogos rapidamente e provocar acidentes graves. Por isso, a fiscalização é rigorosa.”

Os comerciantes flagrados em situação irregular são inicialmente notificados para realizar as adequações necessárias. Em casos de reincidência ou infrações consideradas graves, a autorização pode ser cancelada e o vendedor retirado do local.

Outra atenção especial neste ano está relacionada à Lei Municipal nº 6.173/2026, que proíbe a comercialização e utilização de fogos de artifício com estampido em Aracaju. A legislação permite apenas artefatos sonoros de até 80 decibéis.

“As antigas bombas conhecidas popularmente como bomba de breu, bomba caseira e outros artefatos semelhantes ultrapassam esse limite e, por isso, estão proibidas. A legislação busca reduzir os impactos causados pelo excesso de ruído”, esclareceu Jorge Sergipano, assessor técnico da Sema.

A fiscalização da norma é compartilhada entre a Sema, responsável pelo controle ambiental, e o Procon Aracaju, que acompanha a comercialização dos produtos.

Fonte: Prefeitura de Aracaju

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.