Aracaju adota teste de DNA do HPV em todas as unidades de saúde

Rafael Ramos
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A nova estratégia começa em 1º de outubro e mira mulheres e pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos. Exame mais preciso reforça o rastreamento do câncer cervical na rede municipal.

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), passa a ofertar, a partir de 1º de outubro, o teste molecular para detecção do DNA do HPV como método de rastreamento do câncer do colo do útero em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) do município.

A medida alcança mulheres e pessoas com colo do útero na faixa etária de 25 a 64 anos, público definido para o rastreamento de pessoas assintomáticas, conforme as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, atualizadas pelo Ministério da Saúde em 2025.

O teste molecular substitui o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, como método primário de rastreamento na estratégia adotada pelo município. Apesar da mudança na tecnologia, o procedimento de coleta permanecerá semelhante ao já realizado na rede de saúde: a coleta será feita por profissionais capacitados, principalmente enfermeiros das equipes de Saúde da Família, e o material será encaminhado a laboratório para análise.

Segundo a assessora técnica da Saúde da Mulher da SMS, Cristiani Ludmila Borges, o rastreamento será direcionado às pessoas assintomáticas dentro da faixa etária de risco.

“Rastreamento é um método de trabalho onde a gente vai abordar pessoas que estão dentro de uma faixa etária de risco para determinada patologia e, no nosso caso aqui, faixa etária de risco para o câncer de colo de útero, que são as mulheres e as pessoas que têm útero, que têm colo do útero, de 25 a 64 anos”.

A profissional esclareceu ainda que a mudança no método de rastreamento não altera a assistência a quem apresenta sintomas ou queixas ginecológicas. Nesses casos, a orientação será procurar a Unidade Básica para avaliação clínica, independentemente da idade ou do intervalo desde o último exame de rastreamento.

“A gente está diferenciando o rastreamento, que é para a pessoa assintomática, para o atendimento às pessoas que têm algum sintoma”.

Entre as situações que devem ser avaliadas pelas equipes estão corrimento, coceira, prurido e outras queixas ginecológicas. A partir da consulta, poderão ser indicados exames, testes rápidos, tratamento ou encaminhamento para atendimento especializado, conforme a necessidade identificada e os protocolos de assistência.

As diretrizes nacionais também orientam que, para pessoas com menos de 25 anos, o rastreamento de rotina não é recomendado. A faixa de 25 a 64 anos concentra a população indicada para o rastreamento por apresentar maior risco de ocorrência de lesões precursoras de alto grau.

A nova estratégia altera a periodicidade do rastreamento: quando o teste molecular apresentar resultado negativo, o intervalo recomendado para o próximo exame será de cinco anos. Casos com resultado positivo seguirão fluxos específicos de avaliação e acompanhamento, de acordo com o tipo de HPV identificado e os critérios do protocolo nacional.

O procedimento de coleta mantém as orientações já conhecidas: é recomendado evitar relações sexuais na véspera e o uso de cremes ou medicamentos vaginais antes da realização do exame. A população que integra o público-alvo poderá procurar a USF de referência para receber orientações e realizar o rastreamento.

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Rafael Ramos é jornalista profissional registrado (DRT 0003116/SE — SINAJ, Sindicato Nacional dos Jornalistas) e gestor de comunicação, com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo — sempre com apuração própria, indo atrás da fonte e do assunto. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.