A Anthropic, desenvolvedora do assistente de inteligência artificial Claude, voltou a dialogar com o governo dos Estados Unidos a respeito do uso de seus modelos em operações militares. A informação foi publicada nesta quinta-feira (5) pelo jornal Financial Times, indicando a retomada de conversas que haviam sido interrompidas na semana anterior.
Segundo o periódico, o impasse girava em torno dos limites impostos pela companhia para o emprego de suas ferramentas pelas Forças Armadas. A Anthropic resiste a autorizar aplicações que envolvam vigilância em massa de civis ou sistemas de armamento totalmente autônomos. De outro lado, autoridades norte-americanas defendem que a tecnologia possa ser utilizada para qualquer finalidade considerada “lícita”.
Suspensão determinada por Trump
Na ausência de consenso, o presidente Donald Trump assinou, na sexta-feira (27), ordem que obrigou agências federais a suspenderem imediatamente o uso de produtos da Anthropic. Paralelamente, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, ameaçou classificar a empresa como risco à cadeia de suprimentos do setor de defesa, o que forçaria fornecedores militares a encerrar contratos com a companhia.
Apesar da determinação, o The Wall Street Journal informou que o Claude foi empregado na recente ofensiva militar dos EUA contra o Irã. De acordo com o jornal, o assistente auxilia rotineiramente o Exército norte-americano em avaliações de inteligência, identificação de alvos e simulação de cenários de combate.
Possível acordo e impactos no setor
Com a reabertura das tratativas, cresce a expectativa de que os militares voltem a utilizar os modelos da Anthropic sem restrições adicionais e de que a companhia deixe de ser considerada passível de sanções. Um entendimento também pode influenciar iniciativas de outras empresas de IA, como a OpenAI, que anunciou na semana passada um acerto permitindo ao Pentágono empregar o ChatGPT e demais sistemas proprietários em projetos de defesa.
A Anthropic, avaliada em US$ 380 bilhões, foi a primeira empresa de inteligência artificial a firmar um acordo formal com o Departamento de Defesa dos EUA. O contrato, estimado em US$ 200 milhões, foi assinado em julho de 2025 e abriu caminho para negociações semelhantes envolvendo a OpenAI e o Google.
Por enquanto, nem a Casa Branca nem a Anthropic comentaram publicamente o estágio atual das discussões.
Com informações de G1
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



