Anthropic processa administração Trump para anular rotulação do Pentágono como “risco à cadeia de suprimentos”

William Kevim
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A Anthropic, empresa de inteligência artificial sediada em San Francisco, entrou com duas ações judiciais em 9 de março de 2026 para contestar a decisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que a classificou como “risco à cadeia de suprimentos”. A medida do Pentágono foi tomada após a companhia recusar o uso irrestrito de seu chatbot de IA, Claude, em operações militares.

Os processos foram protocolados em duas instâncias distintas. Um deles está no tribunal federal da Califórnia; o outro, na Corte Federal de Apelações em Washington, D.C. Cada ação questiona aspectos diferentes das sanções impostas pela pasta comandada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth.

Motivação do litígio

No centro da disputa está a negativa da Anthropic em autorizar dois tipos específicos de aplicação de sua tecnologia: vigilância em massa de cidadãos norte-americanos e o uso em armas totalmente autônomas. Segundo a petição, autoridades do Pentágono exigiram que a empresa aceitasse “todos os usos legais” do Claude, ameaçando retaliações se a exigência não fosse atendida.

Em nota anexada ao processo, a Anthropic afirma que as ações governamentais são “sem precedentes e ilegais”. A empresa alega que a Constituição proíbe o Executivo de punir companhias por exercício de “discurso protegido” e sustenta que nenhuma legislação federal respalda a classificação adotada pelo Departamento de Defesa.

Consequências para a empresa

Ao ser declarada risco à cadeia de suprimentos, a Anthropic ficou impedida de assumir contratos ligados à defesa. Trata-se da primeira vez em que esse tipo de designação, originalmente criada para impedir que rivais estrangeiros comprometam a segurança nacional, é aplicada a uma companhia norte-americana.

Paralelamente, o presidente Donald Trump anunciou que ordenará a todas as agências federais que cessem o uso do Claude. O prazo definido para a retirada completa da ferramenta é de seis meses. Atualmente, o chatbot está integrado a sistemas militares sigilosos, inclusive aos utilizados na guerra contra o Irã.

Mesmo contestando o governo, a Anthropic tem buscado tranquilizar clientes civis e demais órgãos públicos, ressaltando que a punição se limita a contratantes que empregam o Claude em atividades para o Departamento de Defesa. A distinção é considerada vital para o negócio: dos US$ 14 bilhões de receita projetados para 2026, a maior fatia depende de empresas e agências governamentais que usam a plataforma para programação e outras tarefas administrativas.

Segundo estimativas de investidores, a Anthropic está avaliada em US$ 380 bilhões. Atualmente, mais de 500 clientes desembolsam ao menos US$ 1 milhão anuais para utilizar o Claude.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.