Anatel alerta para malwares em TV Box InXPlus e TouroBox que roubam dados de usuários

William Kevim
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) identificou que dois modelos de TV Box sem homologação — InXPlus e TouroBox — estão infectados com o malware BadBox 2.0, utilizado por criminosos para capturar informações pessoais e assumir o controle da rede doméstica dos consumidores.

Como o ataque acontece

De acordo com estudo divulgado pela agência nesta terça-feira, 12 de agosto, o vírus chega aos aparelhos de duas maneiras:

  • já instalado de fábrica;
  • por meio de aplicativos obtidos fora das lojas oficiais.

Uma vez ativo, o BadBox 2.0 mantém comunicação constante com servidores de comando e controle, o que permite aos invasores continuar operando mesmo após o equipamento ser desligado ou reiniciado.

Riscos para o usuário

A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, explica que o malware compromete não apenas o TV Box, mas todos os dispositivos conectados à mesma rede. “O perigo é o roubo de dados sensíveis e o comprometimento de toda a rede doméstica”, afirmou.

Segundo a agência, as principais ações criminosas observadas são:

  • fraudes de anúncios, gerando cliques e visualizações falsas;
  • roubo de credenciais de acesso;
  • criação automática de contas falsas em serviços on-line;
  • venda de acesso à rede residencial como serviço de proxy;
  • ataques de negação de serviço (DDoS) e distribuição de outros vírus.

Expansão acelerada

Entre janeiro e junho deste ano foram identificados 345 mil endereços IP brasileiros contaminados. No início de agosto, o total subiu para 1,5 milhão, chegando atualmente a 1,8 milhão. A Anatel ressalta que a operação é global e dificulta a remoção completa do malware.

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Imagem: g1.globo.com

Medidas de contenção

Para reduzir os danos, a agência anunciou frentes de atuação que incluem o bloqueio de IPs afetados e a retirada de equipamentos irregulares do mercado. A recomendação ao consumidor é adquirir apenas produtos homologados, evitando riscos físicos — como superaquecimento e choques — e digitais.

O estudo reforça que, por permanecer ativo após reinicializações e possibilitar a instalação remota de novos módulos, o BadBox 2.0 representa ameaça contínua e em evolução.

Com informações de g1.globo.com

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.