A Amazon informou nesta quarta-feira (28) que vai dispensar cerca de 16 mil funcionários em todo o mundo, dando sequência ao processo de reestruturação iniciado no fim de 2025. Os desligamentos foram confirmados por Beth Galetti, vice-presidente sênior da companhia, em comunicado publicado no site corporativo.
A medida ocorre três meses depois de uma primeira leva de cortes, em outubro, quando aproximadamente 14 mil postos foram eliminados. À época, a empresa adiantou que pretendia enxugar o quadro corporativo em até 30 mil posições.
Processo de transição
Segundo Galetti, trabalhadores baseados nos Estados Unidos terão um período de 90 dias para buscar recolocação interna antes de receberem indenização, serviços de recolocação e manutenção temporária do plano de saúde. Fora do país, o prazo poderá variar para se adequar às legislações locais.
A executiva ressaltou que o objetivo é “reduzir camadas, ampliar a responsabilidade individual e eliminar burocracia”, mantendo investimentos em áreas consideradas estratégicas para o crescimento de longo prazo.
E-mail enviado por engano
Na véspera do anúncio oficial, um equívoco gerou apreensão entre empregados da divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS). De acordo com a agência Reuters, alguns colaboradores receberam, por engano, um e-mail que se solidarizava com os afetados pelas demissões e incluía convite para uma reunião na manhã seguinte. A mensagem, assinada por Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções de IA aplicada, mencionava as dispensas sob o codinome “Project Dawn”.
Minutos depois, o convite foi cancelado, e a companhia esclareceu que os comunicados oficiais seriam feitos apenas na quarta-feira (28). A falha alimentou discussões em canais internos do Slack, onde funcionários relataram incerteza diante da reestruturação.
Áreas afetadas
Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que os cortes devem atingir, além da AWS, setores de varejo, Prime Video e recursos humanos. Na última sexta-feira (23), a empresa já havia encerrado vagas nas divisões Fresh (supermercados) e Go (lojas de conveniência), e estuda converter algumas unidades físicas em filiais da Whole Foods.
Imagem: Divulgação
Impacto no quadro total
A Amazon emprega atualmente cerca de 1,58 milhão de pessoas. Mesmo com a eliminação de 30 mil postos prevista no plano de reestruturação, o total corresponde a menos de 2% do efetivo global, mas representa quase 10% da força de trabalho corporativa, segmento que concentra funções administrativas e de desenvolvimento.
Questionada se as demissões alcançam escritórios no Brasil, a companhia não se pronunciou até o fechamento desta edição.
Galetti afirmou que não há intenção de anunciar cortes em intervalos curtos de tempo, mas reforçou que cada equipe continuará avaliando necessidades de ajuste para manter “velocidade e capacidade de inventar para os clientes”.
“Sou grata pela forma como nossas equipes continuam a entregar resultados para os clientes, uns para os outros e pelas coisas incríveis que estamos construindo juntos”, concluiu a vice-presidente.
Com informações de G1
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