Alonso exalta largada em Melbourne mesmo com abandono certo da Aston Martin

Rafael Ramos
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Fernando Alonso encerrou o fim de semana do Grande Prêmio da Austrália de 2026 com sentimentos contraditórios. O espanhol entregou uma largada que descreveu como “ótima”, mas viu a prova terminar prematuramente para toda a equipe Aston Martin. Antes mesmo de a delegação desembarcar em Melbourne, os engenheiros já previam que os problemas recorrentes no motor Honda impediriam ambos os carros de receber a bandeirada. A previsão se confirmou: nenhum dos dois pilotos cruzou a linha de chegada.

Apesar do revés mecânico, Alonso destacou a performance inicial logo após as luzes se apagarem no circuito de Albert Park. “Há 24 anos, me sentia superior e, no 25º ano, me sinto superior”, declarou o bicampeão mundial, sublinhando a confiança que mantém mesmo diante das dificuldades de confiabilidade do equipamento.

O fim da corrida para a Aston Martin, portanto, ocorreu nos boxes, sem chance de reação na pista. Segundo o relato do próprio asturiano, a equipe tinha ciência da limitação de quilômetros que o propulsor suportaria. Assim, a estratégia adotada foi de minimizar os danos e, ao mesmo tempo, colher dados que possam auxiliar a fábrica da Honda na busca de soluções a médio prazo.

No momento da falha, Alonso ocupava posição intermediária, fruto da boa largada que o colocou lado a lado com adversários de equipes rivais. O ganho de terreno, entretanto, foi neutralizado pela ordem de recolher o carro, medida vista internamente como a única forma de evitar danos ainda maiores ao motor.

Do ponto de vista do piloto, o episódio serve para reforçar a resiliência necessária em seu 25º ano na Fórmula 1. Ao enfatizar que segue se sentindo “superior”, Alonso deixa claro que acredita no próprio talento para aproveitar qualquer oportunidade assim que o pacote técnico voltar a ser confiável.

Com a próxima etapa já no horizonte, a Aston Martin trabalha para sanar o defeito crônico antes de embarcar para o próximo circuito. A meta imediata é completar a distância de corrida, algo que não foi possível em Melbourne, apesar do desempenho promissor nas primeiras centenas de metros.

Enquanto isso, Alonso mantém o discurso de confiança. O espanhol ressalta que a largada na Austrália comprova sua capacidade de reagir rapidamente, ainda que fatores externos determinem o resultado final. “Se o motor permitir, estaremos lá para lutar”, resumiu, focando na evolução necessária para voltar a somar pontos no campeonato.





Com informações de Fonte Original

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.