Alckmin prevê acordo Mercosul-União Europeia em vigor ainda em 2026

Rafael Ramos
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Brasília, 9 jan. 2026 – O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (9) que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado “nos próximos dias” e, se cumpridas as etapas internas de cada bloco, poderá entrar em vigor ainda em 2026.

Ratificação parlamentar é decisiva

Segundo Alckmin, a implantação do tratado depende da chamada “internalização” – aprovação pelo Parlamento Europeu e pelos congressos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O vice-presidente declarou que, caso o Congresso Nacional vote o texto no primeiro semestre, o Brasil não precisará esperar a tramitação nos demais países do Mercosul para iniciar a vigência.

Empregos e novos aportes

Para Alckmin, o acordo tem capacidade de estimular a geração de empregos e atrair investimentos. “Devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul e no Brasil, e mais investimentos brasileiros nos 27 países da Europa”, destacou.

Ele lembrou que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. A corrente de comércio entre as duas regiões somou US$ 100 bilhões no ano passado. Somente a indústria de transformação brasileira exportou US$ 23,6 bilhões para o bloco europeu, alta de 5,4%, acima do crescimento de 3,8% registrado nas vendas ao resto do mundo.

Participação de empresas brasileiras

Conforme o vice-presidente, a União Europeia foi o primeiro ou segundo destino de exportação para 22 estados brasileiros em 2025. Cerca de 30% dos exportadores nacionais – mais de 9 mil empresas – têm o bloco como mercado, empregando mais de 3 milhões de trabalhadores.

Sustentabilidade e cenário geopolítico

Alckmin afirmou ainda que o tratado fortalece o multilateralismo e traz regras que incentivam compromissos ambientais. “É um ganha-ganha: quem for mais competitivo vende”, resumiu.

A aprovação formal do acordo pelo Conselho da União Europeia foi confirmada nesta sexta pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que classificou a decisão como “histórica” em publicação na rede social X.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.