Advogado é peça-chave contra automatização da Justiça, alerta OAB Sergipe

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Em artigo publicado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), o secretário-geral adjunto da entidade, Raphael Reis, reforça que a Constituição Federal, no artigo 133, define o advogado como figura essencial à administração da Justiça. O autor sustenta que, sem a efetiva escuta da defesa, o processo corre o risco de se transformar em mero rito burocrático.

Reis chama atenção para situações recentes no estado em que advertências da defesa sobre a vulnerabilidade de pessoas custodiadas teriam sido ignoradas, resultando em consequências “irreversíveis e trágicas”. Para ele, quando os argumentos dos advogados são tratados apenas de forma protocolar, a própria legitimidade das decisões fica comprometida.

O texto também estabelece paralelo entre a perda de espaço da advocacia nos tribunais e o avanço da inteligência artificial. O autor cita o livro “A Próxima Onda”, de Mustafa Suleyman, cofundador da DeepMind, que alerta para sistemas autônomos capazes de substituir a deliberação humana. Segundo Reis, a busca por celeridade não pode transformar o Judiciário em uma “máquina fria”, desprovida de debate substancial.

Ao defender a presença ativa do advogado em todas as fases processuais, o secretário-geral adjunto da OAB/SE conclui que a preservação desse papel garante não apenas a legalidade, mas a própria humanidade dos julgamentos.

Fonte: OAB Sergipe

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