A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou, ao longo desta semana, a soltura de 81 aves silvestres que estavam sob cuidados do órgão. Os animais retornaram ao habitat natural após terem sido resgatados em operações da própria Adema, entregues voluntariamente por particulares ou apreendidos pela Companhia Independente de Polícia Ambiental (CiPAm) e pela Delegacia de Lagarto.
Entre as espécies devolvidas à natureza estão papa-capim, azulão, pássaro-preto, canário-da-terra, coleirinho, sanhaço, gaturamo e bigode. De acordo com o médico-veterinário da Adema, Higor Rodrigues, cada soltura tem papel decisivo na preservação das espécies e na manutenção da biodiversidade. “É um momento importante por estarmos devolvendo à natureza os animais que dela foram retirados. É muito bonito ouvir o canto, mas é mais bonito ainda vê-los soltos em seu habitat”, destacou.
As aves foram liberadas em áreas compatíveis com as necessidades ecológicas de cada espécie. Segundo Rodrigues, a escolha dos locais seguiu critérios técnicos que consideram disponibilidade de alimento, presença de predadores naturais e condições de readaptação. “A soltura é realizada em locais adequados às características das espécies, garantindo melhores condições de sobrevivência”, explicou.
Avaliação veterinária prévia
Antes de serem levados para a natureza, todos os animais passaram por avaliação clínica no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mantido pela Adema no Parque da Cidade. A coordenadora veterinária do centro, Katiuscia Ribeiro, afirmou que apenas as aves consideradas aptas foram incluídas na operação. “Os animais passaram por uma avaliação clínica e, aqueles considerados aptos ao retorno à natureza, foram para a soltura”, disse.
A veterinária acrescentou que parte das aves apreendidas pela CiPAm possuía anilhas de identificação. A procedência dessas anilhas está sendo verificada pelo órgão ambiental. “Estamos analisando a procedência e legalidade dos criadouros e fazendo a devolução dos animais com anilhas verdadeiras mediante a comprovação do registro de propriedade. As anilhas que forem constatadas como falsas serão retiradas e as aves irão para soltura também”, explicou Katiuscia.
Com a ação, a Adema reforça o combate ao tráfico e à manutenção ilegal de animais silvestres, além de contribuir para o equilíbrio dos ecossistemas locais.
Com informações de Infonet
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