Falhas em urnas ampliam filas no maior colégio eleitoral do país

Claudio Vasconcelos
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Eleitores esperaram mais de uma hora em seções da PUC-SP, em São Paulo. Uma urna precisou ser substituída duas vezes durante a manhã.

Eleitores encontraram longas filas e movimentação intensa na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o maior local de votação do estado e do país nestas eleições. Localizada no bairro de Perdizes, na Zona Oeste da capital, a instituição esperava receber 17 mil eleitores distribuídos em 46 seções.

Em ao menos duas seções houve espera superior a uma hora durante a manhã: na seção 35 foi preciso substituir a urna duas vezes, enquanto a seção 440, próxima a rampas e elevadores e referência em acessibilidade, também registrou filas prolongadas, com grande presença de cidadãos idosos.

Por volta das 9h40, o aposentado Ernesto Ferreira Pires já contabilizava uma hora e meia de espera. Embora tenha votado rapidamente em sua seção, ele aguardava a mulher, Mirian, que ainda estava na fila.

“Viemos cedo para acompanhar minha filha, que não mora no bairro, mas continua votando aqui. Ela também votou rápido, o processo de votação em si está sendo rápido. Mas, pelo visto, será assim o dia inteiro”, ponderou Ernesto.

Durante a entrevista, Mirian chegou e agradeceu a paciência.

“Valeu a espera, pela democracia e pela soberania.”

Marco La Rosa de Almeida chegou com a esposa por volta das 8h40 e, às 10h20, ainda esperava pela votação dela na seção 440. Ele relatou problemas recorrentes naquela seção e disse que a fila preferencial não funcionou adequadamente.

“Esta seção é assim em todos os anos, com muita fila e dificuldades. Tem de redistribuir um pouco o pessoal. Na última eleição, foram três horas de fila, e é a única na qual a fila preferencial não funciona na prática”, queixou-se Marco, com a filha de 4 anos no colo.

Também na fila da seção 440, o consultor Ismael Almeida, com mais de 70 anos, afirmou que a espera era um mal menor diante da importância do voto.

“A gente não pode se omitir. Mesmo eu que, com mais de 70 anos, poderia não votar. Estou aqui para dar a minha contribuição para um país que eu acredito que seja o melhor para todos os nossos”, disse Ismael.

Em outra seção, o estudante Tomás Schneider aguardava para votar pela primeira vez após completar 18 anos neste ano. Ansioso, levava uma colinha na mão e explicou que preferiu vir pela manhã por ser um horário mais calmo.

“Acabei de fazer 18 anos este ano. Quis logo vir de manhã, porque é um horário mais calmo. Eu estou animado, acho que essas decisões vão ser importantes para o cenário do nosso país”, refletiu Tomás, que disse ter priorizado candidatos de sua geração.

Poucos metros atrás dele, o comerciante Thomás Cury esperava tranquilo com sua colinha em papel. Já tendo atuado como mesário voluntário em eleições anteriores, nesta edição participava apenas como eleitor e planejava voltar à tarde com o pai.

“Não vou desanimar aqui, não. Votarei e depois ainda venho, durante a tarde, trazer meu pai”, afirmou Thomás.

Ele também comentou que, ao se informar sobre os candidatos, encontrou propostas que o agradaram.

“Desconhecia alguns projetos que apresentaram durante estes últimos anos e gostei bastante do que vi. Cada um tem suas razões e motivos para não votar ou para escolher, mas não é difícil, hoje, você parar, conhecer as propostas e avaliar os candidatos”, completou Thomás.

Ao longo da manhã, a movimentação na PUC-SP refletiu a combinação de alta demanda — com cerca de 17 mil eleitores esperados — e falhas pontuais em seções específicas, que resultaram em esperas acima do usual e em troca de urna em ao menos um dos locais de apuração de voto.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.