CNBB repudia fake news sobre Aparecida e nega participação em boato

Claudio Vasconcelos
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A entidade afirmou não ter produzido nem autorizado conteúdos sobre uma suposta retirada do título de padroeira do Brasil. O esclarecimento ocorreu após acusação de Flávio Bolsonaro.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota na qual negou ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral. A publicação da entidade ocorreu após o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ter acusado “gente de dentro da CNBB” de ter ajudado na divulgação de que, se eleito, retiraria de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Na nota, a CNBB afirmou que repudia a circulação de desinformação e esclareceu sua posição institucional sobre assuntos eleitorais, reafirmando que não integra estruturas partidárias. O posicionamento buscou desconstruir a narrativa de envolvimento direto da entidade na difusão do boato que se espalhou durante a campanha.

“Repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”

O teor da acusação atribuiu a membros da própria CNBB participação na amplificação da alegação sobre a retirada do título de padroeira. Em resposta às acusações, o candidato criticou o que chamou de uma campanha de desinformação e apontou responsabilidade a adversários políticos.

“A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca existiu movimento para tirar dela o título de padroeira do Brasil”

“O PT já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB”

Em seguida à divulgação do comunicado da CNBB, o candidato reiterou sua posição e dirigiu agradecimentos à entidade, destacando que o posicionamento teria confirmado sua leitura sobre a circulação da informação falsa.

“Confirmar que essa é uma grande fake news que foi potencializada pelo PT”

Além de negar participação em campanhas de desinformação, a nota da CNBB ressaltou que suas manifestações sobre o processo eleitoral se orientam por princípios de sua missão pastoral. A entidade afirmou que suas declarações públicas seguem documentos internos e valores como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

“Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”

O episódio colocou em evidência o conflito entre trechos da campanha eleitoral e posicionamentos de organizações religiosas, com trocas de acusações públicas entre a campanha e a CNBB. A entidade e o candidato mantiveram, até a divulgação da nota e das manifestações subsequentes, posições claras e declaradas sobre a acusação de disseminação de notícia falsa.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.