A plataforma do candidato reúne propostas para reforçar o SUS, criar uma rede pública de combate ao câncer e ampliar investimentos sociais. O plano também prevê mudanças na segurança e na economia.
O plano de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva apresenta propostas que buscam dar continuidade a políticas dos últimos quatro anos e ampliá‑las, com mais investimentos e alcance. A plataforma traz iniciativas em áreas como saúde, segurança pública, educação, economia, combate à corrupção e soberania.
Na área da saúde, a proposta é construir uma ampla rede pública de atendimento ao câncer, com investimentos em diagnóstico, tratamento e equipamentos modernos, além da atualização de medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos. Também está prevista a ampliação do programa Farmácia Popular, com a inclusão de exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de doenças crônicas.
O texto do programa cita a intenção de incluir, por meio do Farmácia Popular, exames para condições como hipertensão arterial e diabetes, ampliando o escopo do benefício que já disponibiliza medicamentos da Atenção Primária à Saúde.
Na segurança pública, uma das propostas centrais é a criação do Ministério da Segurança Pública, que, segundo o plano, coordenaria em articulação com estados e municípios a execução das políticas nacionais de segurança. A pasta teria papel de integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado e em ações como o fortalecimento da segurança nos presídios.
O programa também prevê o avanço do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano, com medidas para enfrentar o tráfico de armas, munições e explosivos, asfixiar financeiramente organizações criminosas e milícias, e outras providências de combate ao crime organizado.
Em educação, há o compromisso de ampliar investimentos nos institutos federais de educação técnica e tecnológica, com prioridade para interiorização, periferias urbanas, municípios com baixa oferta de cursos e vazios educacionais. O programa afirma intenção de expandir a cobertura de creches, investir em ensino integral e criar mais oportunidades na educação técnica e superior.
“No novo mandato, continuaremos a expansão da nossa rede de institutos federais, priorizando a interiorização, os vazios educacionais, as periferias urbanas e os municípios com baixa oferta de cursos técnicos”, afirma o programa de governo.
No campo econômico, o plano defende isenção de impostos para a cesta básica e a continuidade da política de valorização do salário mínimo, com a meta de que o aumento real do rendimento ocorra acima da inflação. Há ainda menção ao controle da inflação de forma duradoura e sustentável.
“Manter a inflação sob controle de forma duradoura e sustentável, garantindo que a renda real da população cresça acima do custo de vida”, diz o plano de governo.
Para a indústria, o documento fala em fortalecer uma agenda de neoindustrialização, com foco em inovação, inteligência artificial, minerais críticos e outros ativos estratégicos para posicionar o país em setores considerados de futuro.
No combate à corrupção, o compromisso é dar seguimento ao Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, fortalecendo prevenção, responsabilização e transparência com uso de dados abertos e inteligência artificial no Portal da Transparência.
Em temas de soberania, o plano aborda proteção de fronteiras, fortalecimento da Base Industrial e Tecnológica de Defesa e equipagem das Forças Armadas. Também prevê o reforço da inteligência de Estado para enfrentar ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e o crime organizado transnacional.
“A atividade será exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático, rejeitando seu uso para fins de perseguição política”, afirma o documento da campanha.
Na política externa, o programa indica foco na integração da América do Sul e na afirmação da região como zona de paz, com o Mercosul mantido como prioridade para integração econômica, produtiva, política e social.
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