A moeda americana encerrou a R$ 5,142, favorecida pelo alívio externo e pelas expectativas sobre a eleição. O Ibovespa acompanhou o movimento e fechou a semana em alta.
Em um dia de alívio nos ambientes financeiro interno e externo, o dólar comercial fechou a R$ 5,142, o menor nível de fechamento desde 10 de agosto. A sessão teve influência de um enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior, da expectativa em torno do cenário eleitoral brasileiro e de maior apetite por ativos de risco. A bolsa brasileira também reagiu: o Ibovespa subiu e encerrou a semana no campo positivo.
O movimento no câmbio ocorreu em meio a sinais de maior liquidez nos mercados internacionais e ao recuo da pressão sobre o dólar, enquanto o mercado de petróleo refletiu as tensões geopolíticas na cotação do Brent.
Principais números do mercado nesta sexta (21)
- Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%)
- Dólar na semana: -1,53%
- Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%)
- Ibovespa na semana: +2,45%
- Brent: US$ 94,39 por barril
- Brent na semana: +6,6%
O dólar à vista recuou 1% nesta sexta-feira, para R$ 5,142, após atingir R$ 5,13 por volta das 15h30, segundo dados de negociação. A cotação representou o menor fechamento desde 10 de agosto e resultou em uma queda acumulada de 1,53% no período de uma semana.
Parte do resultado foi atribuída ao comportamento do dólar no exterior, que chegou ao menor nível em três meses diante de expectativas relativas a operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos. O índice DXY, que acompanha o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, ficou próximo de 98,856 pontos no fim da tarde e acumulou queda de cerca de 0,80% na semana.
A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos estadunidenses contribuiu para reduzir a pressão sobre o dólar e favoreceu divisas de países emergentes. O real esteve entre as moedas de melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno. Também foram registrados movimentos de alta do euro e da libra, que atingiram níveis não vistos há meses.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos, registrando a terceira sessão consecutiva de alta e alcançando o maior nível desde 10 de agosto. Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,45% na semana, embora mantenha queda no mês de 3,91%.
As ações do setor financeiro ajudaram a sustentar o índice durante o pregão, enquanto o fluxo de recursos estrangeiros permaneceu no radar dos investidores. Dados da B3 apontavam saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira em agosto até o dia 19, o que seguia influenciando o ritmo de recuperação após perdas no início do mês.
O petróleo encerrou a sessão em alta, refletindo continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã e incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent avançou 0,65% (+US$ 0,61), para US$ 94,39, acumulando valorização de 6,6% na semana. O barril WTI, do Texas, subiu 0,26% (+US$ 0,23) e terminou a sessão a US$ 87,06, com alta semanal de 5,6%.
O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permaneceu abaixo dos níveis anteriores ao conflito, enquanto o tráfego de petroleiros também enfrentou restrições no Mar Vermelho. As negociações entre Estados Unidos e Irã continuaram paralisadas, mantendo no mercado o temor de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo.
Os Estados Unidos afirmaram que vão impor
as sanções mais severas da história
Esses fatores, combinados com expectativas eleitorais no Brasil e variações no fluxo de capitais, explicaram grande parte da volatilidade observada durante a semana e do alívio registrado no fechamento desta sexta-feira.
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



